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Taxas de juros são mais elevadas que aquelas apresentadas pelo Banco Central

Amir Khair levou ao Conselho Superior de Economia da Fiesp propostas para superar os desafios ao desenvolvimento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp,

As taxas de juros cobradas pelo comércio também são elevadas e isso deveria ter uma participação significativa nos cálculos do Banco Central, que apresenta taxas abaixo da realidade, avaliou nesta segunda-feira (09/06) Amir Khair, mestre em Finanças Públicas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV).

Ele participou da reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Membros do Cosec discutiram os desafios ao desenvolvimento nesta segunda-feira (09/06). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“Eu insisto que as taxas de juros são mais elevadas que aquelas apresentadas pelo Banco Central. Eu acho que ele não capta as taxas de juros cobradas pelo comércio, o que seria muito importante”, afirmou Khair.

Ele acrescentou ainda que acredita ser necessário reavaliar o método utilizado pelo BC para controlar a inflação. A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento de controle inflacionário da autoridade monetária. “É necessário questionar o sistema que o BC usa. Esse debate está muito raquítico, fraco. E a Fiesp teria um papel a desempenhar nisso”, defendeu Khair.

Durante a reunião do Cosec, o consultor apresentou algumas propostas para o superar os desafios do Brasil na rota do desenvolvimento.

Khair acredita que o controle da inflação pela redução dos custos de despesas essenciais e o estabelecimento de programas de renda devem diminuir os obstáculos à expansão econômica.  “Eu acredito que o sistema capitalista só tem a ganhar quando incorpora contingentes que estão marginalizados do consumo e políticas de renda nesse sentido para mim são muito bem vindas”, disse.

Khair: incorporação de camadas hoje marginalizadas do consumo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Khair: incorporação de camadas hoje marginalizadas do consumo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Ele também defendeu esforços para potencializar o mercado interno, eliminando algumas barreiras ao consumo como as elevadas taxas de juros cobradas pelo sistema financeiro e a má distribuição de renda.

“Não consigo enxergar estrategicamente um país que não tenha um mercado interno forte. É condição necessária para um empresário que vai para fora ter um suporte do lado de dentro porque a margem interna é melhor que a margem externa. Lá fora você disputa frete, seguro, despesa alfandegária”, concluiu.