Fórum de negócios Brasil-França debate oportunidades de investimentos na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Como parte do intenso esforço de integração externa promovido pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), empresários brasileiros e franceses debateram nesta terça-feira (4 de novembro) novas oportunidades de investimentos no Fórum de Negócios Brasil-França em São Paulo.

Segundo o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, a indústria do Estado de São Paulo trabalha para atuar como importante impulso dessa nova fase da revolução tecnológica mundial, sempre tendo a França como um parceiro estratégico de negócios, principalmente neste momento de uma retomada econômica no país.

Para o embaixador da França no Brasil, Michel Miraillet, os franceses veem o Estado paulista como um berço do empreendedorismo no Brasil, “região que abriga dez vezes mais empresas que todo o México”, comparou.

O presidente do conselho França-Brasil do Medef Internacional, entidade que promove a promoção internacional de empresas francesas, e presidente do conselho executivo do Tereos Groupe, Alexis Duval, por sua vez, lembrou que mais de 60 companhias francesas mostraram ou renovaram interesses em fazer negócios com o Brasil.

O diretor executivo adjunto da agência de desenvolvimento francesa Proparco, Amaury Mulliez, falou sobre o papel que as organizações de desenvolvimento econômico podem desempenhar em projetos entre os dois países. Já o diretor financeiro da Guarani-Tereos, Jairo Carolinski, o diretor financeiro da Aegea Saneamento, Flavio Crivellari, e o diretor executivo da Euromaxx, Marcel Baumgartner, contaram suas experiências comerciais envolvendo as duas economias.

Para detalhar a dinâmica das decisões de investimentos no Brasil, o chefe de pesquisas em Mercados Emergentes para a América Latina do BNP Paribas, Marcelo Carvalho, e o chefe de Project Finance, Gaetan Quintard, fizeram uma breve análise macroeconômica do país aos empresários franceses. “Como disse Tom Jobim, os franceses sabem que o Brasil não é para iniciantes. Sabemos que reformas estruturais como da Previdência e tributária facilitariam muito o ambiente de negócios para estrangeiros”, destacou Carvalho.

As discussões ligadas ao agronegócio foram encabeçadas pelo presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), Jacyr Costa Filho, e pelo diretor do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), Roberto Betancourt.

De olho no surgimento de novas formas de negócios em todo o mundo, em um painel organizado em parceria com a French Tech Hub (FTH), instituição de apoio para startups francesas, a diretora do Comitê Acelera Fiesp, Nathalia Britto, liderou um painel sobre startups e inovação.

Aline Bros, diretora da FTH no Brasil, explicou que a entidade em que trabalha é uma rede internacional do empreendedorismo francês, voltada às startups.

Hélène Jullien, co-fundadora da Abacashi, descreveu o conceito viral da empresa, de origem francesa, que faz vaquinhas online. Ela deu exemplos das dificuldades de empreender no Brasil.