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Fipan: energia e logística caras afetam competitividade do país, diz presidente da Fiesp

Na abertura da Feira Internacional de Panificação (Fipan), Paulo Skaf elogia importância do setor para a economia

 Agência Indusnet Fiesp

O crescimento da economia brasileira este ano deve ser modesto. E tudo por conta da falta de competitividade brasileira, afetada pelo custo elevado de itens como energia e logística, entre outros fatores. A avaliação é do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, em seu discurso na abertura da edição 2012 da Feira Internacional de Panificação (Fipan) nesta terça-feira (17/07), no Expor Center Norte, em São Paulo.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, participa da abertura da Fipan

“Esse ano o crescimento da economia brasileira vai ficar em torno de 1,5% e 1,6 %. No início do ano tínhamos uma estimativa em torno de 2% [para 2011]. A realidade apareceu e o tempo mostrou que estávamos lamentavelmente certos”, afirmou Skaf.

Em 2011, a economia brasileira cresceu 2,7%, taxa bem inferior à projeção do governo, que estimara um percentual em torno de 5%. A indústria de transformação ficou praticamente estagnada no ano passado, tendo crescido 0,1% em relação a 2010. Os problemas do setor produtivo brasileiro não estão “da porta para dentro das fábricas”, na avaliação do presidente da Fiesp e do Ciesp. “O problema está na conjuntura do país. Tudo isso precisa ser resolvido para que o Brasil retome um crescimento sustentável com respeito ao meio ambiente, mas também com preocupação na área econômica e social”, alertou Skaf.

Panificação

Depois de seu pronunciamento, Paulo Skaf visitou as instalações da edição de 2012 da Feira Internacional de Panificação (Fipan), organizada pelo Sindicato e Associação dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo, que representa a categoria patronal do setor em 33 municípios da Grande São Paulo, mantendo ao menos quatro mil indústrias como afiliadas.

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Skaf visita a feira que conta com estande do Senai-SP

“Eu sou amante de padaria e sou suspeito para falar. Quando tenho tempo de manhã, ou então no final de semana, o meu programa é tomar café na padaria”, comentou. “Este é um setor que tem esse detalhe especial, o empresário da panificação pensa nas pessoas. Então é um setor que não só tem importância para a economia pelo emprego, mas também porque é uma atividade que atende aos interesses das pessoas”, acrescentou.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), segundo Paulo Skaf, também presidente da entidade, conta com pelo menos 1.200 alunos matriculados no curso profissionalizante que visa atender à demanda do setor de panificação.

A edição 2012 da Fipan (www.fipan.com.br/) prossegue até sexta-feira (20/07), no Expo Center Norte, capital.