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Finep, BNDES e Petrobras apresentam detalhes do edital Inova Petro

Chamada pública para manifestações de interesse fica aberta até 24 de abril; Finep e BNDES disponibilizam até 3 bilhões de recursos

Juan Saavedra e Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Empresas que precisem de investimentos em inovação para atuar como fornecedores no setor de petróleo e gás natural podem contar com os recursos do Programa Inova Petro, uma iniciativa conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o apoio técnico da Petrobras.

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Detalhes do edital de fomento a inovação da Finep e BNDES são apresentados na Fiesp durante o Workshop Técnológico Inova Petro. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O principal objetivo do programa, lançado em 2012, é contribuir para a política de aumento de conteúdo local e para a competitividade e sustentabilidade da cadeia de fornecedores nacional.

Em janeiro, as instituições publicaram uma chamada pública para receber projetos – os interessados em participar do processo seletivo têm até o dia 24 de abril.

Para esclarecer dúvidas de empresários sobre o edital, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), por meio do Comitê da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás da Fiesp (Competro), promoveu, na manhã desta quinta-feira (10/04), o “Workshop Tecnológico Inova Petro – São Paulo”.

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O evento contou palestras de especialistas da Finep e da Petrobras que detalharam o edital e falaram sobre quatro linhas temáticas do edital: Processamento de Superfície, Instalações Submarinas, Poço e Reservatórios.

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André Zenícola de Menezes, chefe em exercício do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Finep. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em sua apresentação, o chefe em exercício do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Finep, André Zenícola de Menezes, destacou que o mercado no setor vai além da Petrobras.

“O mercado é mundial. A partir do momento em que as empresas se capacitam para fazer qualquer inovação, qualquer desenvolvimento, lançar qualquer produto no mercado, esse mercado não está restrito ao Brasil”, citando, como exemplos, a Costa da África e alguns locais dos Estados Unidos.

“O principal nesse programa é a integração de instrumentos. Nós juntamos tudo que a Finep e o BNDES podem oferecer”, disse Menezes, informando que os recursos envolvidos para financiamento chegam a R$ 3 bilhões – com aportes iguais de 1,5 bilhões de cada uma das instituições.

No primeiro edital, a Finep recebeu 38 cartas de manifestações de interesse, com demandas que chegavam a R$ 2,8 bilhões. Vinte e três foram aprovadas inicialmente, envolvendo a possibilidade de aporte de R$ 848,6 milhões. Na sequência, 16 projetos evoluíram e conseguiram apresentar planos de negócios, requisitando R$ 548,7 milhões. Desses planos, 11 foram aprovados, o que levaria a um financiamento da monta de R$ 353,6 milhões. No funil, seis planos estão em contratação, com aporte de R$ 204,9 milhões.

“Essa redução vai acontecendo porque algumas empresas desistem, entram em outra oportunidade, saem do programa, mas ainda assim, nós consideramos um resultado bom”, comentou Menezes.

Na sequência, outro representante da Finep, Igor Villa Nova de Andrade, explicou como preencher cada um dos formulários das cartas de manifestação de interesse – para as empresas líderes, parcerias ou para os Institutos de Ciência e Tecnologia.

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Acompanhamento técnico

Alexandre Novaes, da Petrobras, disse que as empresas devem apresentar suas propostas da melhor maneira possível porque a empresa vai dar apoio técnico durante o edital.

“Num primeiro momento, após a carta de manifestação de interesse, a Petrobras vai disponibilizar as especificações técnicas. Haverá um workshop para as empresas tirarem as dúvidas no Centro de Pesquisa da Petrobras. Lá na frente existe uma interação técnica bem forte antes de as empresas finalizarem o plano de negócios, para que esses planos possam ser bem direcionados”, explicou.

“O primeiro edital foi um sucesso e a gente espera que ele possa ser um sucesso para as próprias indústrias.”

Carlos Camerini, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip),ressaltou a qualidade técnica dos palestrantes Gustavo Adolfo C. Freitas, Jose Fernando Nicodemos, Paulo Roberto Souza e Airton Hiroshi Okada, que em seguida falariam sobre as linhas temáticas que integram o edital.

De acordo com André Pompeo do Amaral Mendes, gerente do Departamento Gás e Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, o mercado offshore está em ascensão. “Se as empresas conseguirem fazer as inovações de seus produtos em um segmento estratégico, certamente terão um mercado de longo prazo.”

O coordenador adjunto do Competro, Eduardo Berkovitz, falou brevemente sobre o Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás Paulista (Nagi PG), parceria da Fiesp e do Ciesp, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e da Universidade de São Paulo (USP), que tem como objetivo capacitar e auxiliar empresas a tornar-se fornecedoras da Petrobras e demais empresas do setor.

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