Fiesp, Senai-SP e Marinha do Brasil assinam acordo para desenvolver indústria da defesa

Modelo de inovação de Tríplice Hélice deve levar à criação local de produtos

Agência Indusnet Fiesp

Marinha, Fiesp e Senai-SP assinaram em 7 de novembro um acordo de cooperação técnica para execução conjunta de projetos de pesquisa e/ou desenvolvimento e inovação de Produto de Defesa –Prode. O objetivo é promover o desenvolvimento da indústria de defesa.

O Departamento de Defesa da Fiesp (Comdefesa) acompanhará e reportará os processos, promovendo aproximações junto aos órgãos governamentais, para que o acordo tenha êxito. Os projetos de P,D&I serão coordenados tecnicamente pelo Senai-SP e Marinha do Brasil e divulgados pelo Comdefesa. A iniciativa contará com o apoio do Simde, Abimde e demais sindicatos e associações, por se tratar de um tema transversal em setores e segmentos industriais.

“Estamos vivendo uma nova revolução industrial, um momento muito importante na indústria. O Brasil não pode resistir às mudanças”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante a cerimônia de assinatura.

Segundo o diretor do Comdefesa, Carlos Erane de Aguiar, a Fiesp espera que por meio desse projeto seja despertado o interesse da indústria na participação de desenvolvimento de Produto de Defesa (Prode) desde a concepção até a produção, inserindo-se no mercado com produtos competitivos, inovadores e duais.

Assinaram o acordo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; o comandante da Marinha do Brasil, almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira; o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves; o secretário geral da Marinha do Brasil, almirante de Esquadra Liseo Zampronio; o diretor titular do Comdefesa, Carlos Erane de Aguiar; e o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Figueiredo Terra.

Tríplice Hélice

Com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento da cadeia produtiva da defesa, o Comdefesa, ao observar a base industrial, vislumbrou a possibilidade de atuar como facilitador das pás da Tríplice Hélice (Indústria, Governo e ICT), modelo de inovação utilizado em todo o mundo com o objetivo de desenvolvimento produtivo.

O setor industrial de defesa brasileiro ainda não possui a participação significativa que se espera no mercado nacional e internacional, embora tenha atores como Embraer, Avibrás e outros.

As pesquisas acadêmicas realizadas pelas Forças Armadas em grande parte são arquivadas nas universidades e centros de excelência. Existiram, também, iniciativas da Marinha do Brasil para desenvolvimento de protótipos junto aos ICTs parceiros, que, entretanto, por diversas razões, não obtiveram sucesso.

Cerimônia de assinatura de acordo entre Marinha, Fiesp e Senai-SP sobre desenvolvimento da indústria de defesa. Foto: Ayrton VIgnola/Fiesp

 

Participaram da cerimônia de assinatura do Acordo o chefe de Gabinete do Comando, vice-Almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes; o comandante do 8ºDN, vice-almirante Antonio Soares Guerreiro; o diretor de abastecimento da Marinha, vice-almirante Sergio Luiz de Andrade; o diretor executivo de Gestão da Fiesp, general de Exército Antônio Gabriel Esper; o chefe de gabinete e diretor executivo de Projetos da Fiesp, tenente-brigadeiro-do-Ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo; o chefe de abastecimento da DAbM, capitão-de-Mar-e-Guerra Alexandre Augusto Lopes Villela De Moraes; o encarregado da Divisão de Apoio Logístico Integrado, capitão-de-corveta Thiago Fernandes Lima; a gerente do Comdefesa, Maura Sylvia Pasculli de Curci; o gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia; o supervisor de Inovação Senai-SP, Carlos Coelho; o assessor técnico da Ditec do Senai-SP, Clecios Vinícius Batista e Silva; e o assessor da presidência da Fiesp Junior Ruiz.