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Fiesp realiza Workshop de Investimento Social Corporativo

Tema foi debatido em mesas de discussão com os participantes

Karen Silveira, Agência Indusnet Fiesp  

Na última quinta-feira (19/04), foi realizado, na sede da Fiesp, em São Paulo, o Seminário e Workshop de Investimento Social Corporativo. O evento foi organizado pelo Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) e pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da federação.

No workshop, que aconteceu no período da tarde, os participantes puderam conhecer os diferentes focos do Investimento Social Corporativo que pretendem atender necessidades sociais.

O formato de grupos em sete mesas temáticas permitiu grande interação com líderes de organizações que acumulam uma sólida experiência como investidores sociais em áreas como Educação, Saúde, Inclusão Econômica de Afrodescendentes, Empregabilidade dos 50+, Educação Ambiental, Geração de Trabalho e Renda e o Esporte.

Cada líder apresentou a importância do seu tema para a agenda ou foco do investidor social corporativo, o papel que a sua organização exerce neste foco, a sua forma de atuação, sozinho ou em parceria, e o impacto que sua organização está gerando e como é avaliado.

Os sete grupos contaram com apresentações de experiências vivenciadas na implantação de programas e práticas relacionados ao investimento social corporativo. Com a promoção da discussão e troca de conhecimento entre o grupo, cada mesa temática exibiu para todos os participantes do workshop o resultado dos trabalhos feitos durante a tarde, respondendo as seguintes questões: A. Por que este foco faz sentido para a minha empresa? B. Como gostaria de atuar dentro do foco? C. Como defenderei o foco e forma de atuação dentro da empresa?

O Instituto Ayrton Senna, responsável pela mesa temática de Educação, defende que a educação é um motor de transformação das pessoas e só com ela poderemos transformar um país (o setor produtivo). Ela impacta na mão-de-obra (qualificação), na competitividade e no mercado consumidor.

A mesa temática Geração de Trabalho e Renda, presidida pela Fundação Vale, garante que é necessário uma ação sistematizada e a formalização e institucionalização desses negócios. É importante também mostrar para a alta direção que a melhoria da relação com as comunidades, o maior diálogo e envolvimento com as entidades públicas traz consequências positivas para o negócio.

Um dos temas abordados foi a Inclusão Econômica dos Afrodescendentes, mesa dirigida pelo Integrare, que enfatiza a estatística de que 54% da população brasileira é composta por afrodescendentes, e defendem que a inclusão econômica dessa população deve ser realizada na vertente dos negócios, trazendo para dentro da economia um potencial enorme.

O Instituto CPFL acredita que através do Esporte é possível transformar o mundo transformando o ser humano e a comunidade no entorno das empresas. Para defender esse foco dentro da empresa é necessário sensibilizar todo o seu conselho, seus acionista, e passar para eles que o investimento é seguro, que possui capacidade de investir nesse mercado e mostrar que está transformando alguém. No final se além disso tudo você demonstrar que essas ações geram valor à marca, você conseguirá convence-lo.

A mesa temática sobre Saúde, presidida pela Fundação Zerbini, acredita que é necessário desenvolver projetos autossustentáveis envolvendo toda a sociedade. Mariana Bortoletti de Oliveira, da empresa Johnson & Johnson Industrial, relatou sobre a importância de tratar os investimento social como um negócio, virando a chave do assistencialismo para o Investimento Social de verdade. É necessário impactar a sociedade de maneira verdadeira e trazer escalabilidade para esses projetos, envolvendo e cocriando sempre com os funcionários e com líderes de negócio, fazendo disso realmente um negócio.

A Fundação SOS Mata Atlântica, que coordenou a mesa temática sobre Educação Ambiental, acredita que quando se fala em Responsabilidade Social Corporativa, Gestão da Sustentabilidade, GRI, Indicadores Ethos, lá estão temas em que a educação ambiental precisa estar sendo desenvolvida. Sendo assim, falar em educação ambiental é um processo natural quando você pensa em um planejamento, uma gestão para a sustentabilidade, fazendo todo o sentido a empresa trabalhar de maneira recorrente em seus diversos níveis para poder evidenciar/ fortalecer seus valores. A educação ambiental para a preservação e conservação tem que fazer sentido para os negócios, tem que ficar claro o impacto dos recursos naturais para a perpetuidade do negócio.

A Empregabilidade dos 50+, mesa que contou com a participação do Instituo Mongeral Aegon, acredita que o tema abre novos canais para clientes e que o conflito geracional pode trazer muitas oportunidades e diferentes visões. É necessário gerar reflexão das lideranças, identificando boas práticas do mercado de como aproveitar essa situação.

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O Wokshop realizado junto com o Seminário de Investimento Social Corporativo.: mesas de debates. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp