Fiesp promove workshop sobre regulamentação e controle de explosivos

Especialistas avaliam o impacto do sistema de fiscalização sobre as empresas

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Com apoio da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército Brasileiro e da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais Explosivos e Agregados (Abimex), o Comitê de Rastreabilidade do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp realizou na última terça-feira (13) um workshop sobre regulamentação e controle de explosivos na capital paulista.

Para o vice-presidente da Fiesp e diretor titular de Deseg, Ricardo Lerner, o encontro foi parte de uma agenda da indústria que busca o desenvolvimento e a promoção de eventos em prol da segurança empresarial e pública, para segurar as atividades industriais e a proteção da sociedade.

Do Comitê de Rastreabilidade, o coordenador do grupo e diretor da Fiesp Ricardo Coelho falou sobre a iniciativa de dar aos produtos, aproveitando o avanço tecnológico, a condição de defesa das empresas contra mercados ilícitos.

No ano passado, o Departamento de Segurança criou um observatório sobre o tema, que teve seus estudos publicados em um anuário sobre o tamanho do impacto do crime organizado no mercado do Estado de São Paulo. “Dentro das medidas propostas para combate desses mercados ilegais, a rastreabilidade tem uma função essencial, que é de atribuir um papel de defesa para o próprio produto”, detalhou.

O presidente da Abimex, Ubirajara D’Ambrosio, por sua vez, falou sobre a criação da associação que completa em junho apenas 90 dias, mas que vem para suprir uma série de necessidades do mercado dos explosivos e agregados.


General Neiva Filho: problemas brasileiros podem ser oportunidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já o diretor do DFPC do Exército Brasileiro, general Ivan Neiva Filho, discorreu com detalhes sobre o impacto do sistema de fiscalização sobre as empresas, um trabalho que se assemelha ao de uma agência reguladora, só que reforçada por uma forte interferência.

“Se eu não estiver atendendo à demanda dos produtores e da sociedade, não estarei cumprindo minha missão”, disse. Para ele, o Brasil tem questões muitas específicas, os problemas brasileiros não têm paralelos com outras localidades, o que pode figurar como uma oportunidade de desenvolver novas ferramentas que serão um diferencial para a cadeia de explosivos local.

Também participaram do workshop o vice-presidente de Relações Institucionais da Abimex, general Carmo Antônio Russo, e o diretor executivo de Gestão da Fiesp, general Antonio Gabriel Esper.