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Fiesp cria programa setorial para atender demandas de qualificação das cadeias produtivas

Iniciativa prevê encontros com sindicatos patronais associados à Fiesp. O primeiro ocorreu nesta 4ª feira (14) com representantes do setor de material elétrico e eletrônico

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp e o Senai-SP estão desenvolvendo um programa setorial para atendimento das demandas de mão de obra qualificada das cadeias produtivas da indústria paulista.

A primeira etapa da iniciativa é a realização de encontros com os sindicatos associados à federação para conhecimento das demandas. Em um segundo momento, o programa diagnosticará as necessidades de qualificação profissional dessas cadeias e apresentará a solução sugerida pelos técnicos do Senai-SP.

O primeiro da série de 23 encontros programados aconteceu nesta quarta-feira (14) com o Sinaees, o Sindicel e o Sindilux, sindicatos que representam o setor de material elétrico e eletrônico. O próximo está marcado para o dia 27 de março e reunirá representantes dos sindicatos do setor de borracha e plástico.

A Fiesp apresentou três projetos: o Capital Humano, que trata da gestão de profissionais qualificados de forma planejada e integrada; o Sou Capaz, de promoção à inclusão de deficientes no mercado de trabalho; e o Programa Jovem Aprendiz. O Senai-SP mostrou casos de atendimento sob medida para indústrias de diferentes setores.

A Fiesp e o Ciesp também divulgaram a parceria firmada com o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), para ajustar os currículos escolares às reais necessidades de formação desejadas pelo mercado. O acordo prevê a revisão dos conteúdos ensinados por meio de pesquisas e debates entre os setores produtivos e as instituições de ensino.

Segundo Sylvio de Barros, diretor-titular do Depar, o programa setorial contribuirá para o fortalecimento dos Sindicatos por meio da melhor articulação com o Senai-SP e do mapeamento dos principais entraves legais e burocráticos dos diferentes setores produtivos.

Dentre os temas inseridos nesse contexto está o atendimento às cotas de contração de pessoas com deficiência e jovens aprendizes. “Já existem propostas da Fiesp para a alteração da legislação que regulamenta esses dois programas”, informou Barros.