Fiesp apoia criação de associação de nozes e castanhas

Assinatura de estatuto deu o ponta pé inicial para a criação da Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas, cujo objetivo é gerar novas oportunidades de negócios e fomentar a cultura das nozes e castanhas por todo o país.

Cristina Carvalho, agência Indusnet

O ponta pé inicial para a criação da Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas foi dado nesta terça-feira (05/12) com a assinatura do estatuto por José Eduardo Mendes de Camargo, diretor da Divisão de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

À frente desse projeto, Camargo afirmou que o objetivo da Associação é fomentar a cultura das nozes e castanhas por todo o país, criando novas oportunidades de negócios para que elas estejam cada vez mais presentes na mesa dos brasileiros. “Além do apelo ambiental, as nozes e castanhas oferecem diversos benefícios para a saúde, ajudando no equilíbrio de uma alimentação saudável”, destaca Camargo.

Quanto as oportunidades de negócios, o Chile é apontado por Camargo como referência para o Brasil na produção e exportação de nozes. Enquanto o Brasil tem mantido estabilizada as exportações de nozes e castanhas em US$ 200 milhões, em 10 anos o Chile multiplicou por quinze, passando de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões, estando hoje já próximo dos US$ 400 milhões.

“O Brasil tem potencial para levar as nozes ao mercado externo. Diante das excelentes condições de clima e solo para a produção, em 10 anos queremos multiplicar por cinco as exportações brasileiras no conjunto de nozes, que pode chegar a US$ 1 bilhão. O mercado mundial aponta excelente perspectivas nas próximas décadas. Além disso, as culturas podem proporcionar renda significativa por hectare, além da agregação de valor pela industrialização. Fomentar a cadeia de nozes e castanhas tem sido nosso trabalho diário. Não precisamos só abrir mercados para essa cultura, mas estimular pessoas a entrarem nele. O setor do agronegócio nacional é imbatível do ponto de rentabilidade”, disse Camargo, que agora passa a assinar também como presidente da Associação, cujas atividades devem iniciar a partir de janeiro de 2018.