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“Exportar neste momento é algo irrecusável”, afirma ministro Armando Monteiro na Fiesp

Em sua avaliação, balança comercial brasileira trará resultado positivo por conta da mudança de patamar cambial

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Armando Monteiro, informou nesta terça-feira (14/4) que o governo está trabalhando “incessantemente” no Plano de Exportação Nacional para garantir o nível de atividade de diversos setores da indústria brasileira.

“A exportação é uma forma de garantir, na pior das hipóteses, a manutenção de muitos setores que podem ser afetados com a retração do mercado doméstico”, disse Monteiro. “Exportar neste momento é algo irrecusável. O Brasil tem de fazer isso”, completou.

Ele participou da reunião conjunta dos Conselhos Superiores de Economia (Cosec), Inovação e Competitividade (Conic) e de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Ministro Armando Monteiro após reunião na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Após a reunião, o ministro afirmou que o próximo resultado da Balança Comercial brasileira deve ser positivo em consequência das taxas atuais do câmbio, que estimulam a exportação e inibem, em alguns casos, a importação.

“É claro que eu gostaria que o resultado [positivo] se desse pela ampliação da corrente de comércio. Mas, isso não será possível dado o contexto da conjuntura interna e, em certo grau, externa também”, comentou. “No entanto, não teremos déficit e geraremos um pequeno superávit.”

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Para Skaf, efeito do câmbio nas exportações leva de "60 a 90 dias para acontecer". Foto:Ayrton Vignola/Fiesp


Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apesar de ajudar a melhorar a competitividade da indústria brasileira, a nova relação cambial – com o dólar operando acima de R$3 – não causa um efeito imediato no aumento das exportações. Tal movimento levaria de “60 a 90 dias para acontecer”.

“Quando o dólar sobe, imediatamente há uma reação negativa às importações, uma vez que o consumidor prefere comprar produtos fabricados aqui. Só que o mesmo não acontece com as exportações”, afirmou. “Não adianta só acertar o dólar e esperar que no mês seguinte haja uma reação expressiva no volume de produtos vendidos para fora do país. Isso leva mais tempo.”

Skaf defendeu ainda a ampliação do acesso a mercados internacionais como o norte-americano. “Temos que aproveitar a reação da economia dos Estados Unidos para incrementarmos ainda mais nossas exportações para lá, que já o principal destino das nossas manufaturas”, disse. “Precisamos reforçar essa tendência, buscando com que o aumento de exportações para outros países gere empregos aqui no Brasil.”