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Exportação é uma das saídas para a indústria, diz presidente da Fiesp

Após medidas anunciadas pelo ministro Guido Mantega, Benjamin Steinbruch diz que uma desvalorização cambial é outra ação importante para facilitar as exportações

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Jundiaí (SP)

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Steinbruch: é necessário que o governo adote soluções de curtíssimo prazo para desafogar a indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Durante encontro com empresários da região de Jundiaí (SP) nesta terça-feira (16/09), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, comentou as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na véspera (15/09).

Para Steinbruch, apareceu uma luz no fim do túnel. “A gente está começando a ter um resultado das tentativas de conversa com o ministro [Guido] Mantega”, disse Steinbruch em entrevista a jornalistas. “O governo percebeu essa necessidade. Estou otimista. A reunião foi positiva e saímos motivados para buscar uma solução. E acho que conseguimos e que nos próximos 10 dias vamos ter alguma coisa consistente”, acrescentou o presidente da entidade, que na véspera, ao participar do 11º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), havia cobrado medidas imediatas, por parte do governo, para a recuperação da competitividade.

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Segundo o presidente da Fiesp, empresas de diversos setores – inclusive do varejo – estão passando por dificuldades no dia a dia e é necessário que o governo adote soluções de curtíssimo prazo para desafogar a indústria.

“Caiu o mercado. Houve uma redução concreta do mercado interno. Em todos os setores teve uma queda de 20%, 30%. O custo de carregar estoque é enorme, com esses juros que estamos pagando, é inviável.”
Para Steinbruch, um dos caminhos é a exportação. “Melhorando a exportação vai melhorar o mercado interno também.”

Outra ação necessária, de acordo com o presidente da Fiesp, é uma desvalorização do real. “Acredito que uma desvalorização cambial seria muito eficaz nesse momento. Abriria uma porta para a exportação”, disse Steinbruch, afirmando que essa medida também fortaleceria a indústria brasileira no mercado interno ao inibir “um pouquinho” as importações.

“Para melhorar, o mercado interno precisa de mais crédito com juros menores. Por isso, acredito que vai demorar um pouco para retomar. O que podemos fazer é tentar abrir a porta para a exportação e tomar cuidado com alguns setores específicos”, disse Steinbruch.

“Ninguém quer parar e ninguém quer demitir”, assinalou o presidente da Fiesp. “Temos que interagir rapidamente. O governo entendeu. É uma questão que tem que ser resolvida de imediato, se não vamos ter problema sério”, concluiu.

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