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‘Existem muitas oportunidades e com investimento relativamente baixo’, afirma presidente da Abradi em debate no 1º Fórum Digital Mídias Sociais e suas Ferramentas da Fiesp

À frente da Associação Brasileira dos Agentes Digitais, Marcelo Sousa destacou as possibilidades à disposição dos empreendedores nas redes sociais

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Diante de consumidores multiconectados, participativos e bem informados, só resta aos empreendedores trabalhar com planos de comunicação que tenham valor e relevância. A dica, do presidente da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADI), Marcelo Sousa, foi dada em debate sobre a evolução das mídias sociais e seu papel no mercado digital brasileiro. Isso como parte das atividades do 1º Fórum Digital Mídias Sociais e suas Ferramentas, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, nesta segunda-feira (16/04).

“Nós, os brasileiros, somos o segundo povo do mundo com mais tempo gasto em redes sociais: quatro horas por dia”, disse Sousa. “Até os anos 1990 os anunciantes tinham controle das informações, elas chegavam até o consumidor”, afirmou. “Hoje o consumo é anárquico, com várias mídias disputando a atenção das pessoas”.

Nesse contexto, ganhou força a figura do consumidor participativo, aquele que interfere na mensagem e cria o conteúdo junto com a empresa que o publica. “É o comentário positivo ou negativo no post, o que transforma a mensagem”, explicou Sousa. “Nesse caso, é preciso descobrir como posso interferir, conduzir as coisas para que essa pessoa testemunhe a meu favor”.

Assim, as possibilidades para os empreendedores nas redes sociais envolvem monitoramento, uso como canal de atendimento e patrocínio de posts, entre outras. “Recomendo a realização de campanhas pequenas e muito segmentadas”, disse Sousa.

Mas, antes de começar a usar as redes sociais para alavancar o negócio, é preciso definir antes os objetivos, ter uma estratégia prévia. “Se quero consolidar imagem de marca e sou uma loja de carnes, posso oferecer conteúdo sobre como fazer churrasco, por exemplo”, disse. “Uma forma de virar referência é se apropriar de um assunto que tenha a ver com o negócio”.

E tudo isso “colocando energia nas redes onde o seu público está”. “O Instagram é mais voltado para imagem, sendo o LinkedIn para indicado para artigos técnicos, por exemplo”, disse. “Por isso é importante pensar em como se comunicar, que linguagem usar”.

Sem deixar a qualidade cair

De acordo com Sousa, outro ponto a ser considerado é ter frequência na publicação de informações, levar novidades para os consumidores. “Mas nem por isso podemos deixar a qualidade cair”, explicou. “É melhor estar presente uma vez por semana com um assunto relevante do que se comprometer com dia e horário e ser obrigado a produzir qualquer coisa”.

Mais uma dica para ganhar espaço nas redes sociais: “vídeos são três vezes mais compartilhados do que texto”.

Outra recomendação feita pelo publicitário é prestar atenção à solução corporativa no WhatsApp, que está para chegar ao Brasil. “Existem muitas oportunidades e com investimento relativamente baixo”, disse Sousa. “Há luz no fim do túnel”.

Participante do mesmo debate, o Diretor acadêmico na Digital House Brasil e professor de Marketing Digital na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Edney Souza, reforçou a importância de estar atento à comunicação. “Ninguém deve gerar uma imagem negativa da sua empresa”, disse. “Melhor seguir a lógica do trate bem e seja bem tratado”.

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O debate sobre a evolução das mídias sociais e seu papel no mercado digital brasileiro: oportunidades. Helcio Nagamine/Fiesp