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Exército já construiu mais de 16 mil km de rodovias

Informação foi dada pelo Chefe do Departamento de Engenharia e Construção, durante seminário na sede da Fiesp nesta quarta-feira (22)

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General Ítalo Fortes Avena

Com formação de excelência, a engenharia militar tem sido empregada amplamente nos projetos de infraestrutura do Brasil. São milhares de quilômetros de rodovias, ferrovias, pontes, túneis e linhas telegráficas construídas, segundo informações do general Ítalo Fortes Avena, chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro. Ele esteve na Fiesp na quarta-feira (22) para discutir o assunto no Seminário Infraestrutura Crítica em Transportes.

O general Avena buscou na história a vocação do Exército Brasileiro para justificar sua participação nos projetos de infraestrutura do País. Segundo ele, os militares portugueses foram os primeiros engenheiros que atuaram no Brasil, e a criação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho (que ao longo do tempo se transformou no atual Instituto Militar de Engenharia), em 1792, possibilitou o início da formação de oficiais engenheiros.

De acordo com o general, o Exército desenvolve estudos e projetos para as obras do Plano Nacional de Logística de Transporte (PNLT), do Ministério dos Transportes. “É uma participação dentro do que a nação espera de nós. Cooperamos com órgãos públicos e empresas civis na execução de obras e serviços”, afirmou Avena. Dentre outras ações, o Exército já construiu mais de mil açudes no Nordeste brasileiro, 34 aeroportos e 59 aquartelamentos.


Logística


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Saturnino Sérgio da Silva, diretor de Infraestrutura, Logística e Transportes da Fiesp

O diretor titular do Departamento de Infraestrutura, Logística e Transportes da Fiesp, Saturnino Sérgio da Silva, fez uma análise da situação atual da infraestrutura do País.

Ele lembrou que nos 20 anos anteriores a 2003 não foram mantidos os investimentos públicos, o que prejudicou o desenvolvimento e o crescimento da atividade produtiva. “O investimento em infraestrutura logística não é necessário apenas para a atividade produtiva, mas é indutor de desenvolvimento do País”, pontuou.

Para Saturnino, o Brasil está avançando, mas ainda precisa de grandes investimentos para mudar sua matriz de transportes, promover maior interação entre os setores público e privado e discutir o tipo de modal adequado para transportar suas riquezas. “Nosso desafio é pensar no futuro. Os investimentos farão toda diferença na nossa competitividade”, comentou.


Evento


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Jairo Cândido, diretor do Comdefesa

O diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido, explicou que o seminário foi o primeiro de uma série que deverá discutir as várias áreas da infraestrutura. “É fruto de um trabalho iniciado há três anos, quando promovemos o Dia Internacional de Segurança em Informática”, recuperou. Segundo ele, o Comdefesa está envolvido nesta discussão por entender que ela é necessária à soberania nacional.

O Seminário Infraestrutura Crítica em Transportes foi realizado por meio de parceria entre o Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa), o Departamento de Segurança (Deseg) e o Departamento de Infraestrutura – Logística e Transportes (Deinfra-Logística e Transportes) da Fiesp.