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Estatais auxiliam fornecedores da área de Petróleo e Gás

Petrobras e BNDES detalham programas em evento na Fiesp

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Aconteceu nesta terça-feira (8), na Fiesp, o seminário Programa Progredir: “Qualificar e Competir: Petróleo e Gás”. Organizado pelo Ciesp/Fiesp em parceria com a Petrobras e o Jornal Brasil Econômico, o evento contou com a participação do gerente geral de Gestão Financeira de Projetos Especiais da Petrobras, Roberto Alfradique.

Ele explicou os planos de investimento de US$ 224,7 bilhões da estatal até 2015 e sua intenção de apoiar, financeiramente, fornecedores nacionais para que estes planos sejam executados dentro das exigências de conteúdo nacional definidas pelo governo.

Com este objetivo, a Petrobras criou o Programa Progredir para viabilizar o acesso de mais de 250 mil empresas a linhas de crédito mais rápidas e mais baratas, garantidas em parte pela estatal. Entre essas 250 mil empresas estão fornecedores diretos (14 mil) e fornecedores de fornecedores, que também são elegíveis ao Progredir.

“Banco não produz Petróleo e petroleira não empresta dinheiro. O que fazemos é dar as garantias dos recebíveis futuros do contrato com nossos fornecedores, até o teto de 50% do crédito tomado por meio do programa, o que aumenta a segurança e facilita a obtenção dos recursos junto aos seis bancos credenciados no programa”, explicou Alfradique.

Segundo ele, desde janeiro deste ano a Petrobras garantiu empréstimos de mais de R$ 750 milhões. E a meta assegurar o total de R$ 1 bi até o final do ano. Os bancos participantes são: Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú, Santander e HSBC.

Acesso ao crédito

O chefe do Departamento da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Cunha, detalhou o programa BNDES Petróleo & Gás, que visa flexibilizar o acesso de pequenas e médias empresas do setor ao crédito e reduzir os custos das linhas.

Para isso foi criada a figura da Empresa Âncora, que faz o contrato com um banco repassador de crédito do BNDES e, por meio dele, recebe o repasse. Uma vez na Empresa Âncora, este recurso é distribuído aos fornecedores conforme o contrato estabelecido com cada um.

Para ser uma Âncora, a empresa precisa ter faturamento superior a R$ 90 milhões anuais e possuir contratos na área de Petróleo e Gás. “O programa difere dos demais repasses do BNDES, porque, por meio dele, o banco de fomento assume o risco em relação à Empresa Âncora, tirando essa exposição do banco repassador”, disse Cunha, esclarecendo que dessa maneira as taxas de juros caem.

Segundo ele, o BNDES reservou R$ 4 bilhões para ser emprestado até 2015 por meio do programa.