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Especialistas do Senai-SP apresentam soluções para a indústria de alimentos

Unidades da instituição especializadas na área trabalham atendendo as demandas das empresas por novos produtos e processos produtivos

Isabela Barros

Criatividade é o que não falta. Basta pedir e os especialistas em alimentos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) estão a postos, na cozinha ou no laboratório, para desenvolver soluções para a indústria de alimentos. Pode ser cachaça doce, salgados com teor de sódio reduzido, cafés livres de impurezas, bebidas para curar ressaca, por exemplo. As unidades da instituição na capital, em Campinas e em Marília estão acostumadas a encarar esses e outros desafios.

“As empresas chegam até nós, se reúnem com a nossa equipe de atendimento às empresas e apresentam as suas necessidades”, explica a coordenadora técnica da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, em São Paulo, Cristiana Ambiel. “Podem ser demandas de desenvolvimento de novos produtos ou de melhorias de processos, entre outras”.

Segundo ela, mais de dez indústrias procuram a unidade todos os meses com pedidos variados. Entre esses está o estudo para a redução do sódio nos alimentos. “Fizemos testes para trocar o sal ou cloreto de sódio por um novo ingrediente”, conta.

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Pesquisadores da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, em São Paulo: cursos técnico e superior em alimentos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Outra tarefa é a avaliação dos cafés aprovados para receber o Selo de Pureza da Associação Brasileira de Café (Abic). “Fazemos essas análises há quatro anos, avaliando amostras de café de todo o Brasil”, diz Cristiana.

A Escola Senai Horácio Augusto da Silveira oferece cursos técnicos e de nível superior em alimentos.

Para curar a ressaca

Também especializada na área, a Escola Senai Professor Dr. Euryclides Jesus Zerbini, em Campinas, é outra a atender a indústria alimentícia. De acordo com a coordenadora de Atividades Pedagógicas da unidade, Eniceli Rodrigues Moraes, são oferecidas assessorias “de produto e de processo produtivo” para os empresários.

Dessa forma, os técnicos e alunos da escola já desenvolveram itens como uma bebida para curar a ressaca e uma cachaça doce, essa última voltada para o público feminino. “A cachaça doce tinha uma base de mel e limão, com teor alcóolico reduzido, lembrando uma caipirinha”, explica. “Já a bebida para a ressaca tinha ingredientes pensados para aliviar a dor de estômago e a dor de cabeça no dia seguinte à bebedeira”.

Segundo Eniceli, outra demanda muito comum envolve estudos para o aumento de vida dos produtos nas prateleiras dos supermercados. “O nosso trabalho é oferecer soluções tecnológicas para empresas e identificar onde elas estão acertando ou errando”.

Colágeno no pão de queijo

Erros e acertos, aliás, fazem parte da rotina da Escola Senai “José Polizotto”, em Marília. Lá, são comuns pedidos de inclusão de ingredientes novos ou a redução de alguns itens nos alimentos. “Estamos testando, por exemplo, a aplicação de colágeno em alguns produtos, como pão de queijo e biscoitos”, explica o coordenador de Atividades Técnicas da unidade, Ricardo Alessandro Boscolo.

De acordo com Boscolo, os alunos da escola estão sempre envolvidos com essas inovações. “Esse trabalho junto às empresas é ótimo para quem estuda aqui”, afirma. “Os empresários nos conhecem e, na hora de contratar, sempre lembram dos nossos estudantes”.