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Escola móvel de Nanotecnologia do Senai-SP é destaque da 67ª Reunião Anual da SBPC

Unidade recebeu uma média de 400 visitantes por dia durante o evento, realizado em São Carlos entre os dias 12 e 18 de julho

Isabela Barros

A escola móvel de Nanotecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) foi uma das estrelas da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na Universidade Federal de São Carlos (UFScar), na cidade de mesmo nome, no interior paulista. Tanto que atraiu as atenções de uma média de 400 pessoas por dia, com 700 visitantes registrados neste sábado (18/07), quando foi encerrado o evento.

Uma das 80 escolas móveis do Senai-SP, a unidade de Nanotecnologia tem como objetivo oferecer o primeiro contato de estudantes e curiosos de modo geral com a área, que consiste no estudo da manipulação da matéria em escala atômica e molecular.

A estrutura faz sucesso, entre outros motivos, por expor diversos equipamentos utilizados nesta área da ciência, assim como demonstrar ao público diversos produtos que já utilizam a nanotecnologia como, por exemplo, camisetas com nanopartículas e cosméticos com nanocápsulas. “O material com nanotecnologia é muito eficaz, pois o tamanho reduzido de nanocápsulas e nanopartículas torna a sua ação mais rápida e certeira”, explica o especialista em Educação Profissional do Senai-SP Dario Jose Alves. “Uma nanocápsula rica em ômega 3, por exemplo, pode ser conduzida a só se romper no intestino ao invés do estômago por ser pré-programada a só abrir em pH básico (o do intestino), evitando perdas”.

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A escola móvel de Nanotecnologia do Senai-SP durante a SBPC, em São Carlos: para despertar o interesse pela ciência. Foto: Divulgação


Há ainda microscópios variados e até um analisador que avalia o tamanho de partículas em solução verificando se a mesma encontra-se em escala nanométrica. “Dá para rastrear a existência de uma partícula específica num vidro de xampu, por exemplo”, afirma Alves.

Quer mais? Uma maleta de experiências exposta na escola móvel oferece possibilidades de uma maior aproximação dos visitantes com a área. Um dos experimentos é tornar impermeáveis superfícies de materiais. “É só colocar um determinado produto e os materiais ficam assim”, diz Alves. “É um procedimento usado com roupas do Exército, tênis e vidros de carro”.

Por aí

Uma das meninas dos olhos do Senai-SP, a escola móvel de Nanotecnologia é alvo de convites para a participação em congressos e eventos científicos até mesmo fora de São Paulo. “Já levamos a unidade para Brasília e para Florianópolis, estão sempre chamando a gente”, conta Alves.

De acordo com o especialista em Educação Profissional do Senai-SP, em 2015 a estrutura deve percorrer as escolas da instituição e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). “Queremos mostrar para a comunidade o que a gente está fazendo”, diz. “Despertar o interesse pela ciência entre os nossos alunos”.