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Encontro Fiesp de Sustentabilidade de junho debate o papel do setor empresarial e o estímulo à educação de qualidade

Evento do Cores detalhou o Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 4

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Em mais uma ação pelo debate do conceito de sustentabilidade destacando a dimensão social, o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp realizou na noite da última quinta-feira (29) mais uma edição dos “Encontros Fiesp de Sustentabilidade”.

O palestrante convidado para contextualizar esta temática foi o sociólogo do Laboratório de Política e Governo da Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’ (Unesp) e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rogério Baptistini.

Ele destacou que a elite empresarial paulista cumpriu um importante papel na história do país ao enfrentar o atraso e o subdesenvolvimento, formando uma elite de técnicos, políticos, líderes, com um projeto educacional que só agora parece dar sinais de esgotamento. “Saímos de uma condição agrária exportadora para, em 1970, estar entre as dez maiores nações industriais do mundo. Um arranque que poucos fizeram”, explicou.

O professor disse ainda que o Brasil não completou integralmente seu processo de modernização. Para ele, há uma fatia considerável da nossa sociedade que não foi integrada ao desenvolvimento do processo urbano e industrial e que ficou à margem. “Diante dessas condições, vamos abrir mão do nosso setor produtivo e nos entregar à lógica especulativa das nações não centrais do século XXI? A indústria estará em um segundo plano?”, questionou.

Baptistini falou sobre iniciativas que devem ser protegidas e replicadas, como o projeto pedagógico do Sesi que visa a formação cidadã, física e intelectual.

Especificamente sobre São Paulo, o professor alertou que “a rediscussão sobre o pacto federativo é essencial, pois os empregos de qualidade estão saindo do Estado que criou as receitas para o desenvolvimento do país, o setor industrial da região está diminuindo e não podemos ficar com o ônus”, completou.

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Cores debate sustentabilidade com foco social. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ações empresariais para transformação

Da Fundação Telefônica Vivo, a gerente de Programas Sociais Mila Gonçalves lembrou das diferenças entre a realidade urbana e rural do país quanto à educação, entre jovens, crianças, idade, ensino, nível de formação etc. Hoje, a Fundação da Telefônica está em 17 países, atuando com três pilares: educação, empreendedorismo e cidadania. Mila destacou ainda um portfólio conciso de projetos em envolve formação online e presencial de professores, apoio de escolas inovadoras e um programa voltado à programação dentro das escolas.

O Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf), que representa 7 mil gráficas da região, o gerente de Marketing e Comunicação, Igor Archipovas, contou que a entidade trabalha atualmente com um projeto que promove debates e a reflexão sobre a educação no Brasil, para a formação de educadores. Esse ano, pelo menos 1,8 mil professores participarão da iniciativa.

Mais informações sobre os projetos citados neste texto no site da Fundação Telefônica e do Sindigraf.