imagem google

Empresas de saneamento básico trocam experiências de governança e eficiência operacional na Fiesp

Debate recebeu representantes da Sabesp, KPMG, Aegea Saneamento e da Sanasa

Agência Indusnet Fiesp

Para fomentar a replicação de projetos de sucesso na área de saneamento básico, o Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp realizou na tarde desta quarta-feira (15/8) um workshop sobre governança e eficiência operacional para companhias do setor.

Com moderação de Eduardo Moreno, diretor do Deinfra especializado no assunto, o debate recebeu representantes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), KPMG, Aegea Saneamento e da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa).

Do lado da regulação, o sócio-diretor da KPMG Diogo Mac Cord de Faria explicou como regras de controle dos setores podem influenciar na gestão operacional eficiente das concessionárias. Segundo ele, a ideia de eficiência operacional é muito relativa em áreas reguladas, pois estratégias tradicionais aplicadas em outros setores não necessariamente funcionarão dentro de um ambiente regulado.

Faria avaliou que um investimento para reduzir custo operacional, na esfera regulatória, pode se transformar em uma possível mudança tarifária. “Entender a regulação é fundamental para definir estratégia, porque eficiência operacional na Coca-Cola é uma coisa, na Sabesp é outra”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1542234907Encontro aconteceu na sede da federação, em São Paulo Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O superintendente de Planejamento Integrado da Sabesp Dante Ragazzi Pauli atentou para o stress hídrico pelo qual passa o Estado paulista nos últimos anos. As reformas necessárias para estancar o problema ficaram a cargo a Sabesp, o que é apontado por Pauli como uma confusão institucional do setor. “As operadoras acabam por assumir muitos papéis que não lhe cabem”, criticou.

Da Sanasa, o presidente Ary de Lara Romeo, acompanhado pelo diretor técnico Marco Antônio dos Santos, falou da importância do desenvolvimento da área de saneamento para o tema da saúde pública. Romeo contou que recebeu convite para atuar na Sanasa após sua experiência como diretor no Hospital da Beneficência Portuguesa de Campinas, que na época enfrentava muitas dificuldades. “Essa identificação de saneamento com saúde é essencial, principalmente em uma companhia como a Sanasa em que 99% do capital é público”, disse. Também participou das discussões o vice-presidente de Relações Institucionais da Aegea, Rogério Tavares.