imagem google
Início do conteúdo

Emprego na indústria do vestuário deve encerrar o ano negativo em 7,1%, mostram dados do IEMI

Diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial apresentou as perspectivas para o setor durante reunião Comtextil da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1537763670

Marcelo Prado, diretor do IEMI, durante reunião do Comtêxtil.Foto: Júlia Moraes

A produção da indústria de vestuário deve cair 5,5% ao final de 2012, na comparação com 2012, chegando a seis bilhões de peças produzidas, enquanto o consumo aparente, apesar de uma provável queda de 2,5%, deve chegar aos 6,7 bilhões de peças.

O número de empregados demitidos pelo setor também deve crescer em relação ao anterior. Segundo estimativas do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a previsão é que o mercado de trabalho no segmento encerre o ano com queda de 7,1%, na leitura anual, registrando um pessoal ocupado na casa do 1,1 milhão.

Os números foram divulgados na quinta-feira (5/12), durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ainda segundo pesquisa do IEMI, entre 2007 e 2011, a produção da indústria de vestuário cresceu 15% em peças. Em valores nominais, houve crescimento de 48%.

“No ano passado, a indústria demorou a desaquecer e sobrou peça no varejo. Mas para este ano a projeção é inversa: vão faltar peças”, afirmou Marcelo Prado, diretor do IEMI.

O cenário projetado para 2013 é mais otimista, segundo Prado, já que a produção da indústria de vestuário em volumes deve crescer 2% em volume de peças.

Importados

As vendas em volumes físicos devem apresentar um ganho de 4,7% em 2012 ante 2011, o equivalente a 6,8 bilhões de peças. Boa parte desse volume deve ter sido suprida pela oferta de mercadorias importadas, que pode encerrar o ano absorvendo 26% do mercado doméstico, alcançando os 804 milhões de peças.

De acordo com os números da pesquisa do IEMI, a perspectiva é que a participação dos importados no consumo interno de produtos têxteis em geral seja de 32% em 2012.