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Ministro da Economia de Portugal convida empresários brasileiros a conhecerem o país

António Pires de Lima destacou as vantagens de investir em seu país, como a localização geográfica e a boa formação dos jovens em áreas como engenharia, ciência e administração

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da economia de Portugal, António Pires de Lima, esteve na manhã desta segunda-feira (16/06) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O objetivo era apresentar a atual situação econômica de seu país e as oportunidades de negócios e investimentos.

Além dos representantes do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, participaram do encontro Leonardo Mathias, secretário de Estado Adjunto e da Economia, membros da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e empresários portugueses e brasileiros.

“Quando se pensa em diversificar investimentos em diferentes áreas geográficas do mundo, Portugal é um país muito interessante”, afirmou o ministro, ressaltando que Portugal fica entre a Europa, a África e a América.

Para ele, entre outras vantagens aos investidores no país estão a boa formação de jovens em áreas como engenharia, ciência e administração, as condições fiscais para quem vem de fora e o custo de vida mais barato com relação aos outros países da Europa. “Portugal está no topo do mundo na classificação de rapidez em criar uma nova empresa e somos o país mais avançado da Europa em e-government”, destaca Lima.

Lima: boas condições fiscais e baixo custo de vida. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Lima: boas condições fiscais e baixo custo de vida. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O ministro apresentou um panorama recente da economia portuguesa. O país entrou no euro há 15 anos e, segundo Lima, o governo da época não tomou ações adequadas para as exigências de uma moeda única, mantendo taxas de juros baixas, muito consumo e muito investimento. O resultado foi um baixo crescimento da economia, gerando dívidas para estado, empresas e famílias e tornando necessário um pedido de assistência financeira em maio de 2011.

Precisando cumprir um programa muito exigente, Portugal corrigiu déficits importantes, como o externo e o das contas públicas e ajuste fiscal. Em 2013, o país conseguiu apresentar uma balança comercial positiva, além de outros benefícios para a economia, como o aumento da competitividade e a redução do desemprego. “Passamos da condição de penúltimo da escala de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para oitavo e queremos chegar aos três primeiros.”

Ponto de partida 

O vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que o encontro é um ponto de partida para que sejam feitos investimentos nos dois países e também investimentos conjuntos de Brasil e Portugal, por exemplo, em países africanos.

A reunião na Fiesp com os portugueses: oportunidades para os dois países. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião na Fiesp com os portugueses: oportunidades para os dois países. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Portugal e Brasil podem se complementar dentro das suas cadeias produtivas, associando o que o Brasil tem de competitivo com o que Portugal tem, depois das reformas que fez”, disse Roriz. “Os laços culturais entre Brasil e Portugal vão facilitar muito para que esse processo seja mais rápido.”