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Skaf defende aprovação do Supersimples e veto à mudança no auxílio-doença

Paulo Skaf se reuniu na quarta-feira com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha

Agência Indusnet Fiesp,

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pediu na quarta-feira (25/2) ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que não haja a alteração proposta pelo governo nas regras de pagamento do benefício auxílio-doença.

A posição da Fiesp já é conhecida pelo governo federal. Em janeiro deste ano, Skaf afirmou, durante visita do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que a federação estava disposta a discutir no Congresso Nacional as mudanças das regras para pagamento do benefício. Na ocasião, ele afirmou que a entidade não estava de acordo com a proposta.

“Está muito clara a posição do governo. Mas a posição da indústria é contrária a essa ampliação”, disse durante a visita em janeiro. “A indústria tem uma carga tributária muito elevada e vamos discutir isso no Congresso”.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


No encontro em Brasília, Skaf reiterou que a mudança afeta a competitividade do setor.

Na proposta do governo, o prazo de responsabilidade do empregador com o salário do trabalhador afastado por doença aumentaria de 15 dias para 30 dias. A partir desse período, a Previdência Social assumiria as despesas.

A senadora Gleisi Hoffmann negocia, no entanto, uma flexibilização dessa proposta, para que o empregador assuma o pagamento por 20 dias.

O presidente da Fiesp também pediu mais esforço do Congresso para a aprovação do aumento do limite do Supersimples, sistema de tributação diferenciado para as micro e pequenas empresas. Atualmente, o teto de faturamento é de R$3,6 milhões.  Segundo o presidente da Câmara, será criada uma comissão especial para avaliar a proposta de aumento.