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Economia inicia recuperação, mas crédito ainda é escasso, diz Skaf

O presidente da Fiesp elogia ação dos bancos públicos em irrigar o setor com recursos, mas pede redução dos juros

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp

Apesar dos sinais de recuperação da economia brasileira, os juros altos e a escassez de crédito ainda emperram a normalidade da atividade econômica no País, segundo explicou, nesta quarta-feira, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, durante reunião do Conselho Estratégico da entidade, formado por personalidades empresariais e acadêmicas do País.

Sempre crítico ao falar de crédito, Skaf elogiou a decisão dos bancos públicos de voltarem a fomentar recursos ao mercado. Porém, ainda questiona o alto custo dos empréstimos. “No mundo inteiro os juros estão negativos ou perto de zero. O Brasil é um dos poucos países que mantém uma taxa real acima de 5%. Não é possível que o mundo inteiro esteja errado e nós estejamos certos”, disse.

Skaf afirmou também que a situação econômica do País “parou de piorar” devido à forte demanda doméstica, mas lamentou a perda de 8,5 mil postos de trabalho no mês de junho, como apontou o


Índice de Nível de Emprego


, divulgado pela Fiesp e Ciesp. “A queda do emprego no mês foi menos acentuada quando comparado aos meses anteriores, mas ainda assim estamos bem abaixo do necessário”.

Ressaltou ainda que a


pesquisa Sensor


, divulgada quinzenalmente pelas entidades, mostra uma recuperação da confiança do empresariado a partir de julho.


Tributos

Na opinião de Paulo Skaf, o governo deveria estender o benefício da desoneração de impostos (como a recente redução de IPI) para os demais setores da economia, principalmente aos exportadores, que já amargam uma queda de quase 40% nas exportações de manufaturados.