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Diretor de Competitividade da Fiesp apresenta estudo sobre reindustrialização para membros do Conselho de Economia

Estudo feito pelo Decomtec foi lançado durante o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento” realizado na Fiesp em agosto

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, apresentou, na manhã desta segunda-feira (09/09), o estudo “Por que reindustrializar o Brasil?” para membros do Conselho Superior de Economia (Cosec) da entidade.

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O estudo foi lançado durante o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento”, realizado pelo Decomtec na sede da Fiesp em 26 de agosto. “Foi um sucesso de público: 864 pessoas participaram do encontro e outras 2.146 acompanharam o evento pela internet”, disse Roriz Coelho.

Roriz: estudo lançado em seminário da Fiesp para discutir a reindustrialização do Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Roriz: estudo lançado pela Fiesp para discutir a reindustrialização do Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Segundo a publicação, a participação do setor manufatureiro no Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil está próxima do menor patamar desde 1947, quando as primeiras informações a respeito foram levantadas no país. Na ocasião, a indústria foi responsável em 11,3% do PIB.

Para reindustrializar o Brasil e retomar a trajetória de expansão do país, o documento ainda propõe dobrar a renda per capita (principal indicador de desenvolvimento de um país) dos atuais US$ 10 mil para US$ 20 mil pelos próximos 20 anos, com um crescimento de PIB de 4,01% ao ano e aumento médio de 3,52% da renda per capita. Outra opção é alcançar essa meta em 15 anos, com alta do PIB a 5,29% ao ano. Se isso acontecer, conforme o estudo, o país alcançará “nível de entrada para ser desenvolvido”.

Impacto da crise

Ainda segundo o estudo do Decomtec, entre 2004 e 2012, a participação industrial na atividade econômica totalizou uma perda de 30,8%. Assim, a fatia de contribuição do setor manufatureiro para o PIB caiu de 19,2% em 2004 para 13,3% no ano passado. A taxa já é a menor desde 1955, quando a participação chegou a 13,1%.

A reunião do Cosec na manhã desta segunda-feira (09/09), na Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A reunião do Cosec na manhã desta segunda-feira (09/09), na Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Membro do Cosec, o economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, reconheceu que foi um erro da parte dos economistas subestimar o impacto da crise da indústria na atividade econômica brasileira. Segundo ele, o problema da economia brasileira é “essencialmente industrial”.

“Nós economistas, e eu me incluo nisso, cometemos erros e o maior deles foi termos subestimado olimpicamente o impacto da crise industrial no conjunto da economia brasileira”, afirmou Barros. “O que aconteceu com a indústria brasileira teve uma sequela brutal no país nos últimos anos e essa crise que nós atravessamos tanto no passado quanto no presente é uma crise evidentemente industrial”, completou.

Clique aqui para saber mais sobre o estudo sobre reindustrialização do Decomtec. E aqui para ler sobre o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento”.