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Desmatamento caiu desde 2004, afirma secretário do Ministério do Meio Ambiente

Segundo Carlos Augusto Klink, de 2004 a 2010, país reduziu áreas desmatadas na Amazônia de 27 mil para 6,4 mil quilômetros quadrados

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O desmatamento na Amazônia caiu de 30 mil quilômetros quadrados, em 2004, para 6,4 mil quilômetros quadrados em 2010, segundo o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Governo Federal, Carlos Augusto Klink.

Klink participou, nesta segunda-feira (02/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da abertura da 16ª Semana do Meio Ambiente. O evento é uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Na visão do secretário, a redução do tamanho de áreas afetadas por atividades ilegais de desmatamento indica que a prática está “desaparecendo deste país”. A redução significa poupar o que o Reino Unido produz em emissão de gases estufa durante um ano.

Durante a sua apresentação no evento, Klink ainda sublinhou as recentes ações da secretaria do MMA. “O ministério está realizando um planejamento estratégico, com estruturação de políticas públicas, algo que não havia sido feito antes”.

Klink também cobrou do setor privado ações mais eficientes para a redução de emissões de gases poluentes. “Precisamos do setor privado mais atuante, caminhando na direção de uma solução, com ganhos de eficiência e inovação”.

Klink: necessidade de setor privado mais atuante. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Klink: necessidade de setor privado mais atuante. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O secretário encerou sua participação ressaltando a necessidade de “as industrias entenderem como as mudanças climáticas irão afetar seus negócios”.

Iniciativa privada

Em seguida, o diretor de Desenvolvimento Sustentável da indústria química Brasken, Jorge Soto, falou sobre possibilidades de atuação de empresas privadas no combate às mudanças climáticas.

Para Soto, o setor empresarial precisa se colocar como parte das soluções, seja na mitigação ou na adaptação às mudanças climáticas. “A iniciativa privada precisa se colocar voluntariamente, mantendo compromisso abrangente e funcionando em cadeia”.

Soto: indústria química é exemplo de atuação na área ambiental. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Soto: indústria química é exemplo de atuação na área ambiental. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Além disso, ele ressaltou a necessidade de atuações transparentes e proativas, apoiando e influenciando o posicionamento governamental.

De acordo com Soto, a indústria química brasileira é exemplo de setor que enfrenta os problemas ambientais com bons resultados a curto-prazo. E isso com redução, desde 2005, de mais de 50% de emissão de gases estufa.