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Setor privado está com mais autonomia em ações de sustentabilidade

Marina Grossi participou da primeira reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp em 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Desde a conferência mundial sobre clima Eco-92, no Rio de Janeiro, o setor privado apresentou resultados e fez o conceito de ecoeficiência evoluir, afirmou a presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi.

Ao participar da reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Marina disse ainda que, com a realização da Rio+20, duas décadas depois da primeira conferência internacional sobre clima no Rio de Janeiro, o empresário ficou mais “à vontade” para conduzir ações de sustentabilidade sem ser pautado necessariamente pelo governo.

“Há a característica de que o setor empresarial não está mais só debaixo do guarda-chuva do governo ou do guarda-chuva da sociedade, mas ele está muito mais à vontade porque apresentou resultado desde a Eco-92 até a Rio+20”, disse Marina.  “Ele [o empresário] tem a autonomia de não ficar refém de uma agenda governamental apenas”, completou.

Marina:  “O empresário tem a autonomia de não ficar refém de uma agenda governamental apenas”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Marina: agora há autonomia de não ficar refém de uma agenda governamental. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Ela reconhece, no entanto, que ainda há muito o que fazer no que diz respeito à produção com responsabilidade sustentável, mas o setor privado “foi um agente que fez as coisas andarem e a bandeira da ecoeficiência foi a primeira delas”.

A presidente do CEBDS apresentou as frentes de atuação da organização para os membros do Cosema. Segundo ela, o foco do conselho é trabalhar com empresas de grande porte. “Somos grandes interlocutores e promovemos várias consultorias com nossos estudos”, afirmou.

A reunião do Cosema: Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do Cosema: Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O CEBDS trabalha com sete eixos: água, biodiversidade e biotecnologia, energia e mudanças do clima, comunicação e educação, finanças sustentáveis, mobilidade sustentável e materiais.  Marina acrescentou que o órgão está preparando um manual de compras sustentáveis para o setor privado.

Cosema

Em reunião conduzida por Walter Lazzarini Filho, presidente do Cosema, os membros do conselho discutiram a edição 2014 do Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, que desde 1995 reconhece indústrias com maior destaque na implementação de projetos ambientais.

O projetos para concorrer ao prêmio devem ser inscritos pela internet até 22 de março.