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Comdefesa da Fiesp apresenta setor para alunos da Escola de Guerra Naval

Diretor do Comdefesa, Anastácio Katsanos destacou a importância econômica da área e os projetos do Senai-SP em São José dos Campos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em se tratando do setor de defesa, não se deve falar em gastos, mas sim em investimentos. A afirmação foi feita, na tarde desta sexta-feira (01/08), pelo diretor do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Anastácio Katsanos, durante apresentação para os alunos da Escola de Guerra Naval, realizada na sede da federação.

“O setor estimula o desenvolvimento econômico do país”, destacou Katsanos, que apresentou um panorama do setor no país e o trabalho da Fiesp na área para os militares.

Segundo ele, o Comdefesa foi criado há dez anos com a missão de desenvolver a indústria nacional e fomentar a base industrial de defesa. Dessa forma, o departamento trabalha fazendo contatos com autoridades, apresentando propostas de leis e decretos e sendo base de fóruns e debates, entre outras iniciativas.

Katsanos: “O setor estimula o desenvolvimento econômico do país”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Katsanos: “O setor de defesa estimula o desenvolvimento econômico do país”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para ilustrar aos alunos a importância do setor, Katsanos citou uma estimativa da Embraer segundo a qual, para cada R$ 1 investido no desenvolvimento de sistemas de defesa foram gerados cerca de dez vezes esse valor em divisas de exportação. “O Brasil está em 12º lugar no ranking dos gastos militares globais, com 1,4% de participação no PIB”, disse. “Na média dos demais países, esses gastos correspondem a 2,5% do PIB mundial”.

Dias melhores virão

Mesmo diante de uma série dificuldades enfrentadas pelas empresas do setor no Brasil, conforme o diretor do Comdefesa, há um maior interesse do governo de investir nas Forças Armadas, com planos estratégicos de reequipamento, novos programas iniciados e um ambiente regulatório em evolução positiva.

Para melhorar, são necessárias ações como a oferta de garantias contratuais e o acesso a financiamentos pelas pequenas e médias empresas, entre outras.

Nesse ponto, segundo Katsanos, a Lei 12.598, de 2012, que estabelece regras especiais para as contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa, pode ser considerada um avanço.

Em São José dos Campos

Entre as ações da indústria paulista pelo setor, foi destacada a participação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), com dois projetos anunciados em fevereiro de 2014: o do Centro Senai de Tecnologias Aeronáuticas e o do Instituto Senai de Inovação em Defesa, em São José dos Campos, São Paulo. Somadas, as iniciativas receberão aporte financeiro de R$ 102 milhões.

A apresentação do Comdefesa para os alunos da  Escola de Guerra Naval: ações da indústria de São Paulo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A apresentação do Comdefesa para os alunos da Escola de Guerra Naval: ações da indústria de São Paulo. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O Centro de Tecnologias Aeronáuticas do Senai-SP será a primeira estrutura de capacitação em aviação de classe mundial na América Latina. Dotado de mais de 20 mil metros quadrados de área construída, contemplará tecnologias emergentes, incluindo laboratórios para áreas como novos materiais, com ênfase em compósitos, biocombustíveis, novas tecnologias para união de materiais.

O espaço também abrigará 13 laboratórios voltados para a área de eletrônica embarcada em aeronaves (como sistemas de comunicação, navegação e detecção), uma câmara para acionamento e testes de motores a reação, câmaras para desenvolvimento de projetos virtuais e em realidade aumentada (CAVE), laboratórios de metrologia, idiomas e modernos equipamentos de usinagem.

Compatibilidade eletromagnética

Já o Instituto reunirá quatro grandes laboratórios, além de estruturas de apoio com mais de 2 mil metros quadrados de área. As tecnologias instaladas contemplarão as áreas de compatibilidade eletromagnética, que terá uma câmara capaz de suportar os rigorosos padrões de testes do setor de defesa.

O instituto abrigará ainda um laboratório de pesquisa em materiais compósitos, com ênfase no desenvolvimento e investigação de propriedades específicas; um laboratório para o desenvolvimento de sensores, com ênfase no desenvolvimento de sensores inerciais e infravermelhos e um laboratório de realidade virtual para o desenvolvimento de projetos virtuais, incluindo estudos ergonômicos aplicados.