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Departamento da Indústria da Construção da Fiesp apresenta ConstruBusiness Paulista

Durante reunião plenária diretores também debateram ações do departamento para alavancar a cadeia da construção

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apresentou, nesta segunda-feira (10/8), o projeto do ConstruBusiness São Paulo, uma versão estadual do ConstruBusiness – estudo técnico que traz uma análise da cadeia produtiva e projeções para o período de 2015 a 2022 – durante reunião plenária na sede da entidade.

“O ConstruBusiness paulista, que tem previsão de lançamento em novembro deste ano, é focado em políticas estaduais voltadas para a melhoria das condições de habitação e para o desenvolvimento da infraestrutura, com incentivos para o aumento da produtividade”, disse Fernando Garcia, consultor do departamento e um dos responsáveis pela elaboração do material.

O documento segue o padrão do modelo nacional. “Estamos em linha com a ConstruBusiness e este será uma lupa do Estado de São Paulo. Continuamos focados na possibilidade de investimentos e oportunidades para o setor”, afirmou Carlos Eduardo Auricchio, diretor do Deconcic.

Obras acompanhadas

Outro assunto apresentado foi o projeto de monitoramento de obras, parte do Grupo de Trabalho sobre Responsabilidade com Investimento. Ele tem como base uma lista de obras de infraestrutura, a partir de critérios pré-definidos, com a coleta de informações quantitativas e qualitativas das obras em execução; consolidação e organização de dados quantitativos e qualitativos e análise das informações e criação de um monitor de acompanhamento das obras de infraestrutura, abrigado no Observatório da Construção da Fiesp.

Luis Fernando Rigato, consultor do departamento e responsável pelo projeto, explicou a metodologia. “Existem cinco critérios que devem ser preenchidos para que as obras entrem no material para ser acompanhadas: existência de dados públicos e publicados, por fonte adequada ou oficial; diversidade de fontes; periodicidade de publicação; rastreabilidade da informação, com vistas à replicação do processo; e relevância da obra”, afirmou.

A partir daí, é montada uma grade de obras dividida em desenvolvimento urbano (habitação, saneamento básico e mobilidade urbana) e infraestrutura econômica (transportes e energia), com suas respectivas pontuações. Aquelas obras que apresentarem pontuação baixa terão duas soluções. “Se as informações são públicas, mas não publicadas, é necessário acessar o executor da obra e obter informações básicas e necessárias para atualização regular. Caso as informações não forem públicas é desconsiderada a inclusão da obra na lista, mesmo sendo obra de relevância.”

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Reunião plenária do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


FGTS no mercado imobiliário

Durante a reunião também foram discutidos os efeitos que a PL 1.358/2015, que propõe a mudança da alíquota da remuneração do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de 3% para 6%, pode causar no mercado imobiliário.

Fernando Garcia afirmou que se PL for aprovada a consequência da elevação dos juros sobre os financiamentos será bastante negativa. “A PL implicaria um aumento da taxa média de remuneração dos empréstimos de 5,81% ao ano para 7,65% ao ano, ou seja, haveria um aumento de 1,83 ponto percentual na taxa de juros do crédito”, disse.

O encontro contou com a presença do deputado estadual Itamar Borges (PMDB).