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Realizada a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Construção Industrializada

Durante encontro inaugural do novo GT, participantes discutiram questões ligadas à inovação do setor e à isonomia tributária para os sistemas construtivos industrializados

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou, na tarde desta quarta-feira (04/06), a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre Construção Industrializada. Representantes de empresas e associações ligadas ao tema participaram do encontro inaugural.

Para Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e conselheiro do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp, uma das principais questões a serem debatidas pelo GT é a isonomia tributária do setor.

Segundo ele, o setor da Construção Industrializada sofre atualmente uma “tributação incorreta”. Em sua visão, a solução seria “dar aos sistemas construtivos industrializados igualdade em relação aos outros setores da construção”, os quais contam com isonomia de tributos.

Cover: isonomia tributária entre os setores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Cover: isonomia tributária entre os setores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Cover ainda destacou as principais propostas do novo GT do Deconcic, “alinhamento sobre escopo e conceitos, com desoneração tributária dos sistemas construtivos industrializados, e alinhamento de ações em desenvolvimento do programa Compete Brasil”.

Além desses tópicos a serem trabalhados, Cover espera incorporar as propostas criadas pelo GT para discussão com os futuros candidatos à presidência do Brasil.

Setor Industrializado

A palestra inaugural do grupo de debates foi realizada pela professora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Mércia Bottura de Barros, que discutiu conceitos e diferenças entre a construção industrializada e os processos construtivos industrializados.

A acadêmica ressaltou a importância da incorporação de processos industrializados dentro da cadeia produtiva da construção.

Mércia: incorporação de processos industrializados. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mércia: incorporação de processos industrializados. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mércia ressaltou a necessidade de a construção ser industrializada, com domínio do processo de produção, “no qual possamos empregar os princípios do processo de industrialização, estruturados, com gestão planejada de produção e com planejamento do fluxo de produção”.

Segundo ela, a industrialização na construção é um processo evolutivo, com incorporação de inovação tecnológica e de ações organizacionais, visando o aumento de produção, com aprimoramento do desempenho da atividade construtiva.

“Precisamos criar uma cultura de enxergar o segmento da construção como um setor industrial, com método organizado”, afirmou.

Entre os presentes ao encontro, estava também Íria Lícia Oliva Doniak, da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abicic), para quem é importante a discussão em torno da construção industrializada, “pois são várias as interfaces que serão discutidas”.

“Mesmo que melhoramos a qualidade da mão de obra, teremos ainda que trabalhar na desoneração tributária do setor, na sistemática de contratação e de órgãos”, disse.

Laura Marcelini, da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), também participou do encontro inaugural. Na visão dela, a industrialização na construção “é um tema complexo, com questões conceituais importantes a serem solucionadas”.

A partir da esquerda: Íria, Cover e Laura. Inovações na construção em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A partir da esquerda: Íria, Cover e Laura. Inovações na construção em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp