Depar e empresas parceiras apresentam resultados do programa Meu Novo Mundo

Iniciativa promove a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Agência Indusnet Fiesp

Para falar das experiências das empresas na realização do programa Meu Novo Mundo, que promove a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) realizou um encontro nesta terça-feira (28 de novembro) em São Paulo.

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP, Paulo Skaf, parabenizou todos os envolvidos na promoção e implementação do programa, que teve início em fevereiro de 2015, além de receber um troféu das mãos do diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, por sua participação e apoio aos programas de cunho social no mundo corporativo.

De acordo com Sylvio de Barros, em todo o Estado de São Paulo, cerca de 1.500 crianças que estudam no Sesi possuem algum tipo de deficiência, enquanto no Senai essa fatia soma 8.000 jovens. “Usamos as instalações do Sesi-SP e do Senai-SP para auxiliar uma integração dessas pessoas. Começamos com 405 matrículas, 30 empresas e 37 escolas”, lembrou.

Deste total, 304 alunos deverão concluir o programa até 2018 com o apoio de 30 empresas parceiras. A maior parte dos alunos atendidos pelo Novo Mundo apresentam deficiências visual e intelectual, com maior vulnerabilidade fora do mercado de trabalho, sem limite de idade.

Na avaliação do superintendente regional do Trabalho em São Paulo, Eduardo Anastasi, o projeto é visto com bons olhos na esfera privada e pública. “Vamos trabalhar juntos pela continuidade e prorrogação de iniciativas como essa, o ministro simpatiza com a ideia. Teremos um bom caminho por aí com uma possível ampliação do projeto até para outros Estados”, completou.

A especialista em Educação Profissional Senai-SP Sandra Chang explicou que, na formatura do programa, os alunos participantes receberão o diploma do Novo Mundo, uma medalha especial em braile e os certificados profissionalizantes do Sesi e do Senai. Segundo ela, muitos dos alunos tiveram suas primeiras oportunidades de trabalho no projeto, alguns nunca tiveram carteira assinada ou saíram de casa para uma oportunidade profissional ou de estudo inclusiva. “Nosso objetivo era trazer para as empresas aquelas pessoas que ainda não eram profissionais e um grupo de qualidade ajudou os alunos no nivelamento de conhecimentos”, disse.

Bruno Barreto, da área de gestão de talentos da Basf, que participa do Meu Novo Mundo desde o lançamento, conta que a empresa conseguiu promover uma interessante imersão dos alunos do programa por seis semanas, o que ajudou a companhia a compreender como o ambiente corporativo pode ser mais inclusivo.

Já na Biosev, a especialista Rachel Carneiro disse que o programa foi incorporado pelo núcleo de gestão de pessoas e auxilia na incorporação da cultura de inclusão na companhia.

No departamento de recursos humanos da Chery, o analista Eliezer Rangel afirmou que a montadora emprega atualmente 12 aprendizes como parte do programa e tem obtido resultados surpreendentes. Após o término do contrato, a empresa contratará todos os alunos para seu quadro efetivo de funcionários, de acordo com Rangel.

No mesmo sentido, o gerente de recursos humanos da farmacêutica Chiesi Herbert Saldanha explicou que a principal contribuição do programa tem sido a formação e consolidação de um valor de inclusão na empresa.

Além da Basf, Biosev, Chery e Chiesi, também participaram do encontro e receberem troféus como forma de agradecimento da Fiesp as empresas Elring Klinder, Lilly, Mitsui Alimentos, Pellegrini, Porto Forte Construções, Metalúrgica Prada, Renovias Concessionárias, SKF, Tiisa e Trans Sistemas de Transportes.

Reunião do Depar para apresentação de resultados do programa Meu Novo Mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp