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Debates sobre desafios da pesca esportiva no Brasil encerram Semana do Peixe 2017

Agência Indusnet Fiesp

“Temos uma das maiores biodiversidades do mundo e espécies que não existem em nenhum outro lugar. Podemos nos tornar a maior vitrine de pesca esportiva como modalidade e turismo nas regiões onde se permite sua prática.” A afirmação é de Antonio Carlos Ferreira de Araújo, presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), ao falar sobre o mercado de pesca esportiva e suas alternativas econômicas no encerramento da 14° Semana do Peixe (1 a 15 de setembro). Realizado no Museu de Pesca, em Santos (SP), o evento contou com ciclo de palestras sobre pesca esportiva e sua importância para o turismo brasileiro, além de atividades recreativas.

De acordo com Araújo, a pesca esportiva gera receita de R$ 3 bilhões no Brasil. Porém, em outros países onde é reconhecida, como nos Estados Unidos, o montante chega a R$ 115 bilhões.

O encerramento da Semana do Peixe debateu os desafios e a conscientização da pesca esportiva no Brasil, bem como formas sustentáveis de praticar a modalidade do “pesque e solte”. O país tem cerca de 8 milhões de pescadores esportivos. Porém, a falta de incentivo e investimento torna a atividade pouco rentável e carente de desenvolvimento econômico-ambiental.

Para Rodrigo Morelli e Willian Miyata, apresentadores do programa Saltwater na emissora FishTV, os desafios remetem também à falta de conscientização da importância da pesca esportiva não apenas para a economia, mas também para a preservação ambiental. “A legislação atual dá o direito da pesca para matar. Entretanto, essa prática degrada a natureza e causa forte impacto ambiental. Com a FishTV, passamos a conscientizar a modalidade de ‘pesque e solte’ e o quanto ela beneficia o ecossistema. Mas isso precisa alcançar mais pessoas”, afirmou Miyata.

Além das questões econômicas e ambientais, para Luiz Marques da Silva Ayroza, Diretor Técnico de Departamento do Instituto de Pesca de São Paulo, é preciso integrar cada vez mais a pesca esportiva e a pesquisa. “Nossos pesquisadores monitoram e realizam pesquisas de espécies e condições ambientais em todo litoral paulista, com intuito de oferecer informações mais precisas para contribuir com o desenvolvimento da cadeira e também com essa modalidade de pesca. Estamos fechando a Semana do Peixe com chave de ouro”, completou Ayroza.

Essa integração entre segmentos da cadeia produtiva, seja da pesca ou do consumo, é um dos pontos-chave apresentados para o desenvolvimento da atividade durante a Semana do Peixe como um todo. “Nossa proposta é quebrar paradigmas. Na 14ª edição dessa campanha, buscamos levar isso às pessoas de diferentes formas”, afirmou Roberto Imai, diretor titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura da Fiesp (Compesca), que destacou também a importância da sustentabilidade para o crescimento da atividade como um todo.

Pedro Pereira, membro da Compesca, afirmou que é preciso cada vez mais unir a pesca esportiva, a indústria e o produtor. “Se conseguirmos obter e seguir os mesmos valores todos serão beneficiados”, completou.

Também participaram do ciclo de palestras: Adalberto Oliveira (Betinho), empresário de turismo e pesca esportiva e apresentador da FishTV; Renato de Paiva, superintendente do Ibama em Goiás, além dos pesquisadores do Instituto da Pesca Victor Hugo Braga e Thiago Dal Negro.

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Encerramento da 14° Semana do Peixe ocorreu no Museu de Pesca, em Santos (Foto: Divulgação)