Comitê da Fiesp debate investimento social como valor para o negócio

Encontro apresenta conceitos sobre o tema e experiências de empresas brasileiras na área social

Agência Indusnet Fiesp

Para discutir mecanismos e estratégias de ações sociais desenvolvidas pelas empresas, o Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores) realizou nesta quarta-feira (22  de novembro) o seminário Investimento Social como Valor de Negócio.

Especialistas e participantes detalharam conceitos sobre sustentabilidade, investimento social, além de práticas do ambiente corporativo brasileiro com experiências do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), da Vedacit, Instituto Elos, Instituto Saúde e Sustentabilidade e Observatório Social. O encontro foi mediado pelo presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp, Raul Cutait, e pela vice-presidente do Conselho e diretora titular do Cores, Grácia Fragalá.

Na visão do fundador do IDIS, Marcos Kisil, é importante que os projetos do setor social, mesmo quando filantrópicos, mirem resultados efetivos e avaliem seus reflexos. “Quanto mais diversidade nos projetos, melhor. Quanto mais dificuldades existirem, mais um planejamento estratégico forte será necessário”, defende.

Já a diretora de projetos do IDIS, Raquel Coimbra, apontou como principal premissa das iniciativas sociais o alinhamento entre as comunidades assistidas e as empresas envolvidas.

Do lado contábil e financeiro das organizações sociais não governamentais, a professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie Ana Lucia Vasconcelos falou sobre a cultura organizacional e como a política e as motivações das companhias devem nortear os investimentos também no contexto social e de sua cadeia de impacto. “Devemos compreender que qualquer investimento social deve prever fases de implementação, com atores articulados dentro do processo”, explica. Nesse sentido, a diretora do Observatório Social do Brasil, Gioia Tosi, tratou do olhar da Receita Federal aos projetos sociais desenvolvidos dentro das corporações.

Experiências bem sucedidas

Luis Fernando Guggenberger, da gerência de Sustentabilidade da Vedacit, contou como as iniciativas da área social auxiliaram uma transição de modelo mental na empresa, para que o produto da marca passasse a significar mais do que apenas sua utilidade final.

No Instituto Elos, o diretor-executivo Rodrigo Alonso detalhou um case da operadora de telecomunicações GVT, que após ser comprada pela Vivo enfrentou reclamações de moradores da Vila Madalena, em São Paulo. O que era para ser dor de cabeça virou uma oportunidade de assistência social para a GVT-Vivo com a revitalização de uma praça no bairro, ideia que mais tarde foi reproduzida pela empresa em outras cidades do Brasil.

Por fim, a diretora técnica do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, falou da experiência da organização na arrecadação de recursos junto aos departamentos das empresas.


Especialistas e participantes detalharam conceitos sobre sustentabilidade e investimento social