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Construbusiness: especialistas discutem caminhos para reduzir déficit habitacional

Tema foi debatido no segundo painel do 11º Construbusiness, realizado pela Fiesp

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Autoridades e representantes da cadeia da construção defenderam nesta segunda-feira (9/3) ser fundamental para o desempenho econômico do país que os governos municipal, estadual e federal priorizem investimentos no combate ao déficit habitacional brasileiro.

“Precisamos ter visão de desenvolvimento mais estratégico, com o olhar na atividade econômica, emprego e mobilidade. As metas são melhorias nos projetos e no padrão urbanístico, melhoria da edificação, mais sustentabilidade”, afirmou Inês Magalhães, secretária de Habitação do Ministério das Cidades, ao participar do 11º Construbusiness – Congresso Brasileiro da Construção 2015, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Também participaram do debate sobre desenvolvimento urbano, mediado pelo jornalista Ricardo Boechat, o coordenador Geral de Programas Estratégicos de Governo da Caixa Econômica Federal, Luiz Alberto Nozaki Sugahara, o secretário de Estado de Habitação de São Paulo, Nelson Luiz Baeta Neves Filho, e o vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Secovi-SP, Ricardo Yazbek.

Inês Magalhães defendeu ainda as construções feitas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ela, apesar das críticas de que as construções são feitas em locais periféricos e com pouca infraestrutura, o desafio é melhorar a qualidade arquitetônica e ter mais participação do setor público.

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Painel do Construbusiness sobre Desenvolvimento Urbano. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Mais caro

Segundo Baeta Neves, da Habitação, embora o Minha Casa, Minha Vida seja uma opção para reduzir o déficit habitacional urbano,  no caso de São Paulo, o programa enfrenta um desafio de áreas de custo mais elevado, impedindo um atendimento mais abrangente do projeto.

“Em São Paulo temos uma situação mais complexa para construir, já que os terrenos são mais caros. Daí a necessidade de ampliar parcerias e trabalharmos juntos para melhorar este déficit”, disse.