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Congresso de Segurança na Indústria debate boas práticas na Fiesp

Evento foi aberto na manhã desta terça-feira (21/6), com a participação de executivos da área e palestra do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da federação, Paulo Francini

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Destacando temas que não podem ser ignorados no dia a dia das empresas, foi aberto, nesta terça-feira (21/6), na sede da Fiesp, em São Paulo, o Congresso de Segurança na Indústria.

A abertura foi feita por Ricardo Lerner, vice-presidente da Fiesp e diretor de seu Departamento de Segurança (Deseg). “É uma oportunidade de avançar nos grandes temas da área de segurança”, afirmou. “Trabalhamos para contribuir não só com a indústria, mas com a sociedade em debater iniciativas que visam a segurança”.

Segundo Lerner, após o evento será elaborado um guia de boas práticas para as corporações. “Também temos diversos grupos de trabalho em andamento abordando assuntos de gestão de riscos e incêndio, entre outros”.

Para o presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (Abseg), Tácito Leite, falar em gestão de riscos organizacionais é “uma decisão inteligente e produtiva”.

Presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria, Edson Luis Vismona, também destacou ser “oportuna a discussão de como enfrentar as ameaças internas e externas”.

Após a abertura do Congresso, foi apresentada a “Contextualização do cenário político e econômico do Brasil”, análise feita pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini.

Francini destacou o processo de desindustrialização pelo qual passou e ainda passa o país. Nos anos 1980, a indústria respondia por 20% do Produto Interno Bruto brasileiro. Com a queda iniciada no Governo Collor, chegou-se, em 2015, a apenas 11,4% de participação no PIB. “Foi uma queda de 40%, o Brasil deixou de ser um país industrializado”, disse.

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Francini (o primeiro à direita), com Lerner à esquerda: início da retomada do crescimento em 2017. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Reflexo desse processo, a participação da indústria na população ocupada caiu de 21,9% entre 1975 e 1992 para 16,5% em 2014. “Tivemos ainda fatores como o avanço da tecnologia, a globalização e fenômeno China: o valor agregado da indústria no mundo caiu”.

Entre os fatores do chamado “Custo Brasil”, Francini apontou fatores como a tributação, o custo de capital de giro, custo de energia e matérias-primas, custo de infraestrutura e taxa de câmbio, entre outros. “O Brasil deixou de ser competitivo”.

Para o futuro, disse Francini, a perspectiva é de “redução no ritmo de queda”, um sinal de que “a reversão da atividade econômica está se aproximando”. “O recuo do PIB no primeiro trimestre foi de 0,3%, acima das expectativas de 0,8% de queda. Piorou, porém menos do que se esperava”.

Para o diretor do Depecon, 2016 será “mais um ano perdido”, mas, em 2017, “podemos enxergar o início da retomada”.

Entre os pontos condutores dessa retomada estão a redução do risco fiscal e o retorno das exportações.