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Comunicação permanente sobre licenciamento ambiental é fundamental para aquicultura, diz coordenador do Compesca

Em seminário para o setor, Roberto Imai expôs principais desafios para competitividade da aquicultura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O licenciamento ambiental é o primeiro passo para garantir regularização e sustentabilidade à aquicultura brasileira, afirmou Roberto Imai, coordenador-titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) da Fiesp,  na manhã desta quarta-feira (6/3), durante o primeiro seminário da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre Licenciamento Ambiental da Aquicultura.

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Roberto Imai, coordenador do Compesca. Foto: Everton Amaro/FIESP

Segundo Imai, as discussões com relação ao licenciamento ambiental quebraram uma série de paradigmas e falsas informações existentes.  “A criação de uma câmara ambiental é fundamental. A gente precisa de um canal permanente de comunicação entre iniciativa privada, academia e governo”, afirmou.

Criado no final de 2012, o marco regulatório para a pesca, Via Rápida, desatou o nó que dificultava o licenciamento ambiental e colocava em um patamar de irregularidade 100% dos produtores que agora serão cadastrados. A medida beneficia aproximadamente 10 mil pessoas, considerando-se os seis frigoríficos, que processam 80% da produção local, as empresas de ração de peixe e os pequenos e médios produtores.

“A experiência do setor de aquicultura foi muito feliz. Eu acredito que nós chegamos a um texto que não era o ideal, mas chegou muito próximo, é o primeiro passo que vai dar possibilidade de avançarmos sim e conseguir o aprimoramento dos marcos regulatórios do setor”, afirmou Maria Cristina Murgel, especialista do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp.

Fantasma

Foco das expectativas do setor de aquicultura paulista a produção de tilápia chegou 80 mil toneladas no estado de São Paulo em 2012 e deve bater 110 mil em 2013. A perspectiva otimista é de que a produção chegue a 500 mil toneladas nos próximos dez anos, levando em conta o clima favorável, diversidade de empresas de ração instaladas e o bom desempenho do mercado paulista, o maior consumidor do país.

Há, no entanto, temores que assombram o setor: a substituição da tilápia local por similar importado.

“Muito se fala da possibilidade da importação da tilápia, é um fantasma que está girando em cima das nossas cabeças, entretanto cabe a nós buscar a competitividade internacional”, afirmou.