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Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria da Pesca da Fiesp articula encontro nacional do setor

Compesca discute proposta durante sua última reunião plenário de 2017

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O tema da última reunião plenária de 2017 do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria da Pesca da Fiesp (Compesca), realizada nesta sexta-feira (24 de novembro) foi O Futuro da Pesca e Aquicultura no Brasil.

Roberto Imai, diretor titular do Compesca, conduziu a reunião, que teve a participação das principais entidades do setor. “É fundamental o setor começar a tomar as rédeas de seu próprio destino”, defendeu Imai. Houve, disse, dois anos em que se andou para trás.

Imai explicou na reunião a proposta de um encontro nacional das entidades de pesca e aquicultura, a ser realizado em 2018. Nele seria criado um conselho estratégico para o desenvolvimento do setor. Um comitê científico assessoraria o setor e o conselho. Também se formaria um comitê de economia e se constituiria um fundo setorial. “Nós precisamos nos articular”, disse Imai, para que o setor tenha representação no Congresso.

A aquicultura e a pesca têm crescimento em formato de dente de serra: sobe e cai, sobe e cai. A indústria ligada ao setor, representada na reunião do Compesca, tem a capacidade de puxar a cadeia, defendeu Imai.

Há muitos casos de sucesso para copiar para o setor da pesca e aquicultura, disse Imai em relação ao futuro. O processamento deve ser feito perto do fornecimento da matéria-prima, como aconteceu com a carne bovina e de aves.

Para consolidar o setor é preciso que ele tenha visibilidade e tenha representação política. É preciso implantar o conceito de cadeia produtiva, e associativismo e cooperativismo devem ser fortalecidos. Imai deu como exemplo da virtude disso a boa situação da criação de tilápias.

Imai defendeu aproveitar as sinergias dos diversos segmentos do setor, em que há diferenças de robustez.

Um problema indicado na reunião do Compesca foi a falta de mão de obra. Não são emitidas nem licenças para o trabalho embarcado.

“Estamos deixando os peixes morrendo de velhos”, disse Imai, ressaltando que são um recurso renovável que vem sendo desperdiçado. A pesca oceânica, exemplificou, está acabando.

Há uma série de pedidos em comum nos elos do setor, entre eles o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, com crédito e melhora tributária –diferenciando ou equalizando com outras proteínas- e mudanças regulatórias, incluindo licenciamento ambiental. “Se não tivermos estatísticas, nunca seremos um setor”, disse Imai, defendendo o levantamento sério de dados. Além disso, o presidente do Compesca defendeu a desregulamentação da atividade, sujeita hoje a um excesso de exigências.

E se quer a ampliação do consumo de pescado, tanto internamente (com campanhas institucionais e compras governamentais) quanto nas exportações, para o que é importante a participação em feiras internacionais. “É fundamental ampliar nosso leque de mercado”, afirmou Imai.

E a maior ênfase na pesca recreativa, o que ajudaria a mitigar problemas sócias e ambientais. Poderia haver, disse Imai, incentivo à inclusão dos pescadores artesanais na cadeia produtiva.

As premissas alinhavadas por Imai são buscar a organização setorial, através de um conceito de cadeia produtiva; focar nas questões –comercialização, competitividade, formalização, com a adoção de boas práticas- que unem a cadeia produtiva; dar visibilidade ao setor. “O setor tem que propor soluções, não apresentar problemas”, disse Imai.

2018

Entre as ações do Compesca em 2017, Imai destacou a Semana do Peixe e seminários como o Saúde e Sabor. Em 2018 deverá se repetir o esquema de seis reuniões plenárias ao longo do ano.

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Reunião plenária do Compesca da Fiesp, com a participação da principais entidades do setor. Foto: Helcio Nagamine/FIesp