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Com robôs subaquáticos e simuladores 3D, unidade Senai-SP deve ficar pronta em 2016

De acordo com o presidente da instituição, Paulo Skaf, Senai-SP será “centro de tecnologia avançada”; investimento na nova unidade é de R$ 110 milhões

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Santos

Pelos próximos dois anos, instalações temporárias vão abrigar os mais de 16 mil alunos da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) de Santos. Mas a partir de 2016, a mudança será para muito melhor: um centro de tecnologia com robôs e simuladores de ponta para operar plataformas de petróleo, portos, instalações offshore e inclusive manutenções subaquáticas em águas profundas.

A nova escola do Senai-SP em Santos terá seu ambiente de aprendizado voltado para formar profissionais para o setor petróleo e gás e portuário. Ao menos R$ 110 milhões estão sendo investidos, sendo R$ 80 milhões aportados para obras e R$ 30 milhões para aquisição de equipamentos como robôs subaquáticos e simuladores de cavernas digitais 3D.

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Paulo Skaf, presidente do Senai-SP, analise maquete de nova escola da instituição em Santos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Nos últimos 10 anos, a capacidade de carga do Porto de Santos duplicou e responde a um terço da balança comercial. Isso impõe um estresse na região e um desafio muito grande para o setor operacional”, explicou o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra.

“O desafio [do Senai-SP] não é apenas do ponto de vista quantitativo, mas também do ponto de vista qualitativo”, completou Terra.

Segundo ele, dos 21 poços produtores e óleo e gás no país, 10 estão na Bacia de Santos, o equivalente a 59% da produção do pré-sal. Em 2018, a oferta de barris do país será de 1 milhão (bpd).

“Em 2012, 32 mil pessoas trabalhavam no Porto de Santos. Em 2020 serão 51 mil pessoas com a expansão das atividades offshore e turismo marítimo. Além disso, em 2018, 74,6% dos funcionários da Petrobras serão de formação básica e técnica. Essa formação das pessoas de chão de fábrica é um movimento expressivo para a região”, explicou Terra.

Ambientes de ensino

Imagem relacionada a matéria - Id: 1537351157O terreno para a construção da nova escola, no bairro Ponta da Praia, é o mesmo onde funcionava a antiga unidade da instituição, com 10,7 mil metros quadrados. A nova escola do Senai-SP terá 28,5 mil metros quadrados com dois prédios, ligados por uma passarela de vidro. Em um dos vãos entre os prédios haverá um pé direito de 25 metros para treinamento de movimentação de contêineres.

Na unidade haverá laboratórios para atender ao setor portuário e ao setor de petróleo e gás. No caso do setor portuário, a escola contará com um laboratório de inteligência, centro de operações multimodais, laboratório de automação e inovação portuária, simulador de operações com cavernas digitais 3D, laboratórios de práticas operacionais como o manuseio de empilhadeiras.

“São plataformas bastante complexas tecnológicas. Alguns dos equipamentos estarão presentes aqui nessa escola. Não vamos esperar a nova escola ficar pronta”, afirmou Terra.

Ele acrescentou que para o setor de petróleo de gás haverá um laboratório de instrumentação e controle de processos e redes industriais, laboratório de simulação de operação de guindaste, um tanque com 250 mil litros de água para a operação dos robôs ROV (Remote Operated Vehicle).

“São robôs de classe mundial que fazem profundidades. O tanque também será usado para outras tecnologias como solda subaquática e treinamento de mergulhadores”, explicou o diretor técnico do Senai-SP.

“Ter uma escola com esse grau de complexidade é uma responsabilidade muito grande e também uma contribuição para o crescimento produtivo regional”, afirmou Terra.

Para Paulo Skaf, a nova escola de Santos é muito mais um centro de tecnologia do que uma escola. “Em todas as escolas estamos dando essa mesma direção. Estamos transformando nossas escolas em centros de inovação em tecnologia que combinam com a época que estamos vivendo.”

A escola, que será o Centro de Petróleo e Gás de Santos, deve ficar pronta em dois anos. Outro investimento paralelo da indústria é a construção de uma nova unidade do Sesi-SP na região. Ao menos R$40 milhões serão investidos na construção e adequação do novo prédio com quatro andares. As novas instalações devem ser entregues também no início de 2016.

“No início de 2016, vamos inaugurar duas unidades que são investimentos da indústria de São Paulo que vão fazer a diferença para a baixada santista”, afirmou Skaf.