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Carteira de oportunidades de Cuba prevê investimento estrangeiro de US$8,7 bilhões

Ministro cubano Rodrigo Malmierca apresentou as oportunidades para empresários brasileiros na sede da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Para manter um crescimento econômico acima de 4%, Cuba precisa atrair investimentos estrangeiros de US$2 a US$2,5 bilhões por ano, informou o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da ilha, Rodrigo Malmierca.

Em um esforço de buscar garantias para esse ritmo de expansão, e para o sucesso do novo modelo econômico que é iniciado no país, o representante cubano apresentou nesta quinta-feira (7/5) a empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) uma carteira com 246 projetos que deve atrair US$8,7 bilhões em investimentos estrangeiros.

“Cuba desenvolve um processo de atualização de modelo econômico e a promoção de investimento estrangeiro é uma das ações de maior destaque nesse”, disse Malmierca durante o encontro.

Ministro Rodrigo Malmierca e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ministro Rodrigo Malmierca e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Mais cedo, o ministro cubano participou de uma reunião fechada com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

“A mensagem da Fiesp é: ‘preste atenção em Cuba’. Há um potencial futuro bastante importante e perspectivas muito boas. As dificuldades da economia brasileira são passageiras, estamos hoje numa crise econômica e política, mas quando se fala em investimento tem de pensar nos anos seguintes, nas décadas seguintes. Passamos por uma fase de dificuldades, mas essa fase irá passar sem dúvida”, disse Skaf.

Na carteira apresentada por Malmierca, há projetos com oportunidades para 11 setores da atividade cubana e para a zona de Mariel, região que concentra o Porto de Mariel.

“A zona de Mariel está ao redor do porto e queremos, a partir de sistemas de incentivos especiais, atrair o capital estrangeiro em melhores condições ainda”, disse o ministro.

Ele apresentou ainda um regime tributário especial para investidores estrangeiros criado a partir de uma nova legislação aprovada em 2013 para investimentos dessa natureza.

“No caso do imposto sobre utilidade, por exemplo, a lei estabelece que primeiro são oito anos de isenção do imposto e, depois desse período, paga-se 15%. No caso da Zona Especial de Mariel são 10 anos de isenção e depois paga-se 12%. Isso é incentivo”, explicou Malmierca.

No final do encontro com empresários, Paulo Skaf sugeriu a organização de uma missão empresarial brasileira em Cuba.

Dualidade monetária
Em Cuba existem duas moedas em circulação e o ministro Malmierca reconheceu que “seria mais fácil” para o capital estrangeiro operar na ilha com apenas uma moeda. Segundo ele, há intenção de “eliminar a dualidade monetária”, mas trata-se de um “processo complicado”.

“O que posso dizer é que está na pauta o problema da dualidade monetária, e queremos minimizar os efeitos negativos [para investidores estrangeiros] no curto prazo”, afirmou.