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Campeões do Senai-SP aprendem enquanto chegam perto do acabamento final das tarefas mais longas

O momento é de concentração e dedicação total dos competidores na Olimpíada da formação profissional

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

As cerca de 250 mil pessoas que visitaram a WorldSkills São Paulo 2015 nos três dias iniciais do torneio –o maior do mundo na formação profissional— puderam acompanhar minuto a minuto a evolução do trabalho dos competidores. No caso das provas mais longas, talvez no começo tenha sido difícil entender o que acontecia. Perto do fim (as provas terminam no final da manhã deste sábado, 15/8), os projetos de execução mais longa já têm o jeitão de obra quase pronta. É o caso da categoria de Aplicação de Revestimentos Cerâmicos, em que o Brasil é representado por Thiago Costa, aluno do Senai-SP.

Perto de terminar sua prova, Thiago destaca dois aspectos importantes da competição. O primeiro é o conhecimento adquirido, pela observação do que fazem os competidores de outros países. Ele afirma que há “bastante coisa para agregar ao nosso conhecimento e poder passar para futuros alunos e competidores”. Thiago explica que foi possível observar uma grande diferença em relação às técnicas e aos métodos usados pelos competidores. “Alguns fazem o contrapiso no primeiro dia, outros deixam para fazer no último. O método de assentamento de um é diferente do outro, a forma que rejuntam é diferente.”

O aluno do Senai-SP também comenta o alto nível dos concorrentes. “Em uma competição internacional, nós temos os competidores no mesmo nível. Já em uma estadual ou nacional, encontramos 4 ou 5, de 18 competidores, que estão realmente disputando uma medalha”, diz. O Brasil nunca levou o ouro nessa modalidade – conseguiu o segundo lugar na WorldSkills de Calgary, em 2009, e depois não subiu mais ao pódio. A torcida é para que Thiago consiga a medalha.

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Revestimento feito por Thiago Costa, do Senai-SP, como parte de sua prova no WorldSkills São Paulo 2015. Foto: Amanda Viana


Pressão nas alturas

Outro pódio inédito perseguido por um aluno do Senai-SP é o da categoria Carpintaria de Telhados, em que o Brasil compete pela primeira vez. “Não é porque é a primeira vez que competimos nessa modalidade que estamos de brincadeira, para cumprir tabela. A gente veio para incomodar”, diz  Luiz Felipe de Souza, o “atleta” da categoria. De acordo com ele, o maior desafio na competição é conseguir colocar em prática, naquele exato momento, tudo aquilo que ele aprendeu e um pouco do que ele não sabia também. “Ali, na hora, não temos nenhuma consulta, não temos ninguém para perguntar se estava certo ou se estava errado, como fazer, eu tinha de fazer o que eu achava que estava certo. E eu espero que esteja certo mesmo, espero surpreender.”

Luiz Felipe também conta que a pressão é grande na disputa mundial. Para ele, quando o aluno representa a sua escola, a pressão é menor. Já ao representar o seu Estado, a pressão aumenta muito. E representar o seu país tem um peso bem maior. “Representar o Brasil, com a grandeza que o nosso país tem, pesa um pouco a camisa. Junto a isso, tem o fato de estar competindo em casa, com a responsabilidade de ganhar uma medalha para mostrar que o brasileiro não está para brincadeira”, afirma Luiz Felipe. Mas ele sabe que o importante é competir. “Se eu pegar uma medalha de excelência, de prata ou de bronze, já estou satisfeito; na minha cabeça, estou com meu dever cumprido”.