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Câmara derruba mudança nas regras do auxílio-doença

Votação apertada aconteceu na véspera

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A Câmara dos Deputados derrubou na noite desta quarta-feira (13/5) a alteração nas regras do auxílio-doença. Com isso, deve voltar a sistemática defendida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com o pagamento por parte das empresas dos 15 dias iniciais do salário de seus funcionários em caso de afastamento por doença ou acidente.

O governo aumentou em março para 30 dias o período de pagamento, como parte de suas medidas de ajuste fiscal. Ele é necessário, mas a conta não pode ser paga pelo setor produtivo.

O placar apertado da votação, com 229 deputados contra a alteração para 30 dias e 220 a favor, mostra que foi importante a pressão da Fiesp e das empresas em geral para evitar a nova regra.

Assim que o governo anunciou a intenção de mexer no auxílio-doença, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, atacou a proposta. “É um absurdo que, numa situação como a de hoje, o governo onere ainda mais as empresas”, disse. A medida iria na contramão do que o Brasil precisa, agravando ainda mais a situação da indústria e impedindo a recuperação de sua competitividade. “Como a medida enfraquece a empresa, prejudica também o trabalhador”, afimou Skaf.