Câmara Ambiental debate, na Fiesp, áreas contaminadas e licenciamento ambiental

No encontro da CAIP, também foi apresentado case da Vorax, que utiliza tecnologia térmica

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Se antes os ambientalistas culpavam a indústria dos impactos no meio ambiente, com a instalação da Câmara Ambiental da Indústria Paulista (CAIP), houve aproximação e melhor entendimento de que o respeito e a preservação do meio ambiente é uma responsabilidade de todos, na avaliação do senador italiano Fausto Longo. “O problema ambiental é grave e delicado, mas as pessoas hoje dialogam para a superação dos problemas e não há tantos embates”, disse.

Na última reunião da CAIP, ocorrida em 25 de maio, entre os temas tratados, áreas contaminadas, com foco na Decisão de Diretoria da Cetesb nº 38 e das Resoluções nºs 10 e 11 da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo. Essas determinações dispõem sobre a definição das regiões prioritárias para a identificação de áreas contaminadas e sobre a definição das atividades potencialmente geradoras dessas áreas.

Outro tema debatido foi a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que objetiva definir parâmetros gerais que deverão ser cumpridos por empreendedores no caso de obras com risco ambiental. A medida não exclui a competência de Estados e municípios na elaboração de normas específicas para que o licenciamento se adapte à realidade local.

Houve a apresentação de case de tratamento de resíduos do equipamento Vorax – sistema compacto UTR Duo Therm, capaz de processar resíduos sólidos de qualquer classe. O case foi apresentado por Luís Namura, engenheiro eletrônico, para quem lixo é uma palavra “equivocada”, pois o que se reutiliza não pode ser chamado de lixo. Ele explicou que se trabalhava com plasma, que dissocia as moléculas, mas se trata de uma tecnologia cara e o desenvolvimento se voltou para a duoterm.

“Indústrias e hospitais geram 100 milhões de toneladas por ano de lixo perigoso, com gasto anual da ordem de US$ 65 bilhões para seu tratamento, 40 vezes mais caro do que tratar resíduos não-perigosos, segundo números mundiais”, explicou o engenheiro. Os tratamentos tradicionais – plasma, incineração e aterro – têm suas vantagens e desvantagens cada um. Qual a solução? Namura apresentou a Vorax, com tecnologia duo term, que recebeu patente verde e se utiliza de energia térmica, que dissocia moléculas, gerando gás – e ao final do processo, uma brita, uma cerâmica totalmente útil.

Reunião da Câmara Ambiental da Indústria Paulista em 25 de maio. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp