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Cadeia produtiva do esporte está no caminho certo, afirma coordenador do Code

Comitê se reuniu na tarde desta quarta-feira (24/09); em debate, os avanços das demandas do setor

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Frugiuele: Code é instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) se reuniu no fim da tarde desta quarta-feira (24/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No encontro foram debatidas as demandas da cadeia produtiva e informadas as principais ações realizadas pelo comitê.

Para o coordenador do Code, Mario Eugenio Frugiuele, há avanços nas demandas da cadeia produtiva do esporte.

“O esporte é uma área que cria emprego, um grande negócio que gera investimento, que distribui renda. E isso tem que ser visto. É um momento positivo para que a cadeia produtiva consiga resultados interessantes. As coisas estão acontecendo, tendo resultados. O esporte está no caminho certo”, afirmou.

Frugiuele ainda ressaltou a importância do Code como instrumento benéfico para toda a cadeia produtiva com abrangência nacional. “Estamos criando, através do comitê, uma ferramenta, um fórum que o setor pode utilizar. Temos força e poder de sensibilizar, com credibilidade”, disse.

Modernizar a tributação

Um dos temas debatidos pelos membros do comitê da Fiesp durante o encontro foi o posicionamento do governo federal ao analisar um pleito do Code: a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para os segmentos e setores que integram a cadeia produtiva, visando aumentar a competitividade em relação a produtos importados, que são manufaturados em condições econômicas mais favoráveis nos seus países de origem.

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Helcio Honda: “Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, a solicitação do comitê não deverá ser deferida neste ano.

“É preciso fazer um filtro, uma identificação em relação a itens mais prioritários”, informou Honda. “Importante fazer uma depuração, uma triagem, através de uma discussão setorial, para trabalhar com um espectro menor de produtos a ter a carga tributária reduzida”, sugeriu.

Em alguns casos, disse Honda, a redução deve acontecer por isonomia tributária; em outros, pelo aumento de competitividade. Segundo o diretor-titular do Dejur da Fiesp, é importante que o setor continuar a buscar a adequação e a modernização da tributação.

“Hoje, o esporte é uma necessidade, um conceito de saúde. Importante levar essa adequação ao governo, com essa necessidade de modernizar a tributação”, disse Honda.

Reunião com ministérios em Brasília

Outro tema debatido entre os membros do comitê foi a reunião realizada em Brasília entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério do Esporte, com participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que contou com a participação de membros da Fiesp.

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Mauricio Fernandez: demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Marcos de Castro Lima, chefe do escritório da Fiesp de Brasília, a cadeia produtiva do esporte, até então, não estava sendo tratada como um “produto econômico”.

Em sua visão, o esporte “estava sendo analisado apenas em relação aos grandes eventos, à discussão de eventos, infraestrutura, desempenho de atletas”.

Lima informou que durante a reunião, que contou com a participação de Aldo Rebello, Ministro do Esporte, foram criados simbolicamente dois organismos: um conselho no âmbito do Ministério do Esporte e uma Câmara Setorial no âmbito do MDIC.  “É um ponto inicial para que o governo passe a tratar o esporte como um fator para o desenvolvimento econômico”, analisou Lima.

Para ele, a Fiesp precisa encaminhar um documento para reforçar que há interesse da entidade em participar do conselho e da câmara setorial. “Precisamos, para isso, criar uma pauta consensual entre os elos da cadeia.”

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Paulo Vieira: setor precisa estar preparado para enfrentar um debate no Congresso Nacional. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, também participou do encontro em Brasília. “Conseguimos colocar a indústria do esporte como uma plataforma. Essas demandas levadas à Brasília darão força e consistência para a cadeia. Temos planos sólidos e um projeto para ser desenvolvido para todas os seguimentos da cadeia”, afirmou Fernandez. “Foi uma reunião muito positiva”, concluiu.

Para Paulo Vieira, coordenador do Ministério do Esporte, o setor “precisa estar preparado para que possa enfrentar um debate no Congresso Nacional de maneira mais unificada”.

Outro ponto destacado por Vieira é a importância da permanência de uma pasta para cuidar do esporte no próximo governo federal. “A continuidade de uma pasta especifica para o setor do esporte é uma bandeira imprescindível. Esporte não é mais coadjuvante”.

Vilmar Coutinho, assessor especial do Ministro do Esporte, também participou do encontro.

Rodadas de Negócios em dezembro

Outro ponto destacado pelos membros do comitê foi a reunião do comitê com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e com câmaras de comércio internacionais para divulgação de rodadas de negócio a ser realizado em dezembro.

Segundo Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex/Fiesp, o objetivo das rodadas é identificar que tipos de empresas querem vir ao Brasil.

“Buscamos empresas com qualidade que querem fazer parcerias, joint-ventures, e realizar transferências de tecnologia, consolidando novos mercados e oportunidades”, informou.

>> Reunião na Fiesp apresenta ‘Sports Business 2014’ para câmaras de comércio estrangeiras 

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Reunião do Comitê do Desporto da Fiesp tratou dos avanços e das demandas do setor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp