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Brasil e Argentina não têm estrutura para receber turista de pesca esportiva

Comitê de Pesca da Fiesp recebeu Dario Loinaz, empresário que atua no segmento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Imai (centro) coordenador do Compesca e empresário Dario Loinaz (esquerda). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O potencial do Brasil para o turismo da pesca esportiva é até 10 mil vezes maior que o da Argentina, mas faz muito pouco para promover sua potencialidade no exterior, avaliou nesta sexta-feira (21/3) o argentino Dario Loinaz, empresário que atua em promoção comercial da pesca esportiva.

Ele participou da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), dirigira pelo coordenador titular da divisão, Roberto Imai.

Segundo Loinaz, nem o Brasil e, tampouco, a Argentina oferecem estrutura adequada aos turistas de pesca esportiva. Mas a nação vizinha do Brasil já começou esforços para reforçar a estrutura hoteleira para os pescadores esportivos que chegam às províncias do país.

“A Argentina está começando a fazer isso porque entende que é um recurso importante”, afirmou.

Segundo Loinaz, ações de marketing para atrair turistas da pesca ao país devem ser conjugadas com iniciativas do governo.

A fórmula também pode se aplicar ao Brasil, de acordo com o empresário. Com negócios no Brasil há mais de 20 anos, ele defendeu a criação de uma agência de turismo – formada pelo governo e por empresas do setor – voltada especificamente para atender a turistas de pesca esportiva.

“Somente no estado de São Paulo, 20 pequenas empresas provedoras de insumos ao pescador são as principais organizadoras de excursões para regiões de pesca e não agências especializadas”, disse.

“A viagem pode se tornar um transtorno para o turista. Por exemplo, ao chegar no destino, ele tem o barco à disposição, mas é informado naquele momento que a gasolina é por conta dele”, completou.

Na opinião de Loinaz, não falta demanda de turistas para a prática de pesca no Brasil, mas o país não é eficiente em incentivar esse tipo de turismo no exterior.

“Tem pacote para carnaval, para conhecer a Amazônia, mas não você não encontra nas agências europeias um pacote de turismo para fazer pesca esportiva no Brasil, quando, na verdade, são países em que há altíssima demanda. Acredito que teria até mais demanda turística se fosse criada essa alternativa.”

Ele citou como exemplo o potencial de mercado na Itália. “O italiano gosta muito da pesca, mas ele não tem condições, em termo de autorização, para fazer isso no seu país. Então, esse é um país de onde poderia haver uma grande migração turística”, encerrou.