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Biocombustíveis podem mitigar mudanças climáticas

Encontro Internacional de Energia que a Fiesp e o Ciesp promoverão vai mostrar como o programa brasileiro de combustíveis limpos contribui para o cumprimento de metas

O Brasil tem o mais avançado programa de combustíveis limpos que, combinado com a tecnologia flexfuel, permite que cerca de 50% do insumo utilizado por automóveis seja o etanol. O 10º Encontro Internacional de Energia, que a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) promoverão nos dias 5 e 6 de outubro, vai ampliar a discussão sobre o assunto.

Na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que a Organização das Nações Unidas (ONU) realizará em dezembro, na Dinamarca, a produção e geração de energia estarão em pauta. No intuito de antecipar o debate, a Fiesp e o Ciesp programaram para o Encontro de Energia uma discussão sobre a necessidade de mudar a compreensão do mundo e do acordo firmado pelo Protocolo de Kyoto sobre biocombustíveis.

“Queremos enfatizar o papel fundamental do etanol brasileiro como mitigador de mudanças climáticas”, explica o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura-Energia (Deinfra-Energia) da Fiesp, Carlos Cavalcanti. “Onde os países terão que mexer? Justamente na matriz energética e, neste sentido, o Brasil é privilegiado por manter uma matriz limpa e um programa de biocombustíveis único no mundo”, acrescentou.

Na discussão, o setor poderá conhecer projetos de energias renováveis que geram Mecanismos de Desenvolvimentos Limpos (MDL) e aprender a capitalizar recursos com este instrumento. “O Brasil leva vantagem nesta discussão por ter uma matriz energética considerada limpa, com cerca de 46% de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 12%, e nos países da OCDE é de 6%”, explicou.

No encontro, especialistas apresentarão novas tecnologias para produção e utilização de biocombustíveis. “Se a tecnologia brasileira de produtos e serviços conseguir enxergar este potencial, terá pela frente grandes oportunidades de negócios”, acrescentou o diretor. A partir de 2010 a cana dará origem à produção de diesel em escala comercial e a uma gasolina feita a partir de enzima modificada geneticamente. Outra novidade que está sendo viabilizada é a construção de motores e turbinas movidas a etanol, para movimentação de usinas termelétricas.

Confira a programação completa do evento no site


www.ciesp.com.br/energia


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