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Benjamin Steinbruch: ‘País não pode ficar parado, à espera do resultado das urnas’

Presidente da Fiesp aponta medidas imediatas que podem estimular a economia e que não precisam esperar as eleições para acontecer

Agência Indusnet Fiesp

No jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (26/08), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, aborda o tema “recessão” e “eleições”.

Ele cita estudo da Fiesp que estima a perda de 100 mil empregos na indústria neste ano de 2014, o que representaria o volume impressionante de 188 mil empregos perdidos em três anos. “É como se duas empresas do tamanho da Petrobras tivessem fechado as portas”, observa.

Contudo, por mais traumáticos que sejam os fatos na área eleitoral – em referência a reviravolta na campanha presidencial por conta da morte trágica do candidato Eduardo Campos –, o líder empresarial enfatiza que o país não pode ficar parado, perplexo, à espera do resultado das urnas.

Segundo Benjamin, a tendência é de piora na oferta de empregos, mas ainda há tempo para corrigi-la antes que o país como um todo comece a perder postos de trabalho. Para tal, ele aponta algumas ações emergenciais que podem ser tomadas agora. Entre elas, a redução imediata dos juros, que permanecem em 11% ao ano e representam forte desestímulo aos investimentos produtivos.

Outras medidas sugeridas são: a desvalorização do real (que beneficiaria a exportação e dificultando importações), medidas para estimular o crédito e estímulos aos setores produtivos.

Benjamin conclui: “Que venham as eleições, que elas representem uma festa para a democracia e que o eleitor decida livremente seu voto. Mas não é necessário esperar o resultado das urnas para combater as doenças da economia, sendo a principal delas, sem nenhuma dúvida, a recessão”.

Para ler o artigo na íntegra acesse o site do jornal Folha de S.Paulo (acesso sujeito a sistema Pay Wall)