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Benefícios do algodão colorido são debatidos pelo Comtextil na Fiesp

Desenvolvida em 1995 na Paraíba pela Embrapa, a produção do algodão colorido ainda é muito pequena e concentrada na região – são 120 famílias envolvidas no plantio.

Representantes do setor de vestuário participaram nesta terça-feira (24/10) de reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que debateu os benefícios do uso do algodão colorido no vestuário. Desenvolvida em 1995 na Paraíba pela Embrapa, sua produção ainda é muito pequena e concentrada na região – são 120 famílias envolvidas no plantio. Mas de acordo com Geni Rodio Ribeiro, consultora de moda, produto e mercado, o produto já começa a ganhar visibilidade entre grandes varejistas, com alguma plantação também em andamento no interior do estado de São Paulo.

“Nossa expectativa para 2018 é ter 2 mil famílias envolvidas. Estamos trabalhando e buscando inovação no uso do algodão para que tenhamos um produto de maior valor agregado. No início era muito ruim, mal feito. Hoje trabalhamos a qualidade do produto, com design”, explicou Geni.

A semente desenvolvida pela Embrapa para o algodão colorido permite apenas a colheita da fibra na cor safira, próxima ao bege. Mas Geni lembra que já está em teste o desenvolvimento da semente para a cor azul. “O algodão colorido é uma referência da cadeia produtiva sustentável, com ele é possível gerar 87% de economia de água, já que não há necessidade de tingimento. Esse produto é muito usado em malharia e agora também em tecelagem”, completa.

Para fomentar esse produto fazer com que ele rompa os eixos do Nordeste, Geni argumenta que é preciso muito investimento e desenvolvimento de tecnologia. “Queremos trazer a produção para o Sudeste”, finaliza.