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Aumentar base de lutadores e inclusão social é plano do UFC no Brasil, diz presidente

Em congresso do CJE na sede da Fiesp, Giovani Decker disse que Anderson Silva deve retornar ao UFC entre fevereiro e março de 2016

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Aumentar a base de praticantes e, no médio prazo, ter entre cinco e seis lutadores brasileiros em condições de lutar em cada uma das 10 categorias do UFC. Esse é o plano da organização do Brasil para o futuro, afirmou nesta segunda-feira (9) o presidente do UFC Brasil, Giovani Decker, durante o Congresso CJE Superação pelo Conhecimento, do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp,realizado na sede da entidade.

“Com mais praticantes [do MMA], a tendência é que a gente tenha mais campeões e o esporte se retroalimenta”, disse Decker. “Inclusão social também é uma coisa que esse esporte pode trazer para o nosso país, que tem tanto problema de saúde e segurança”, completou.

Há cerca de sete meses como presidente da organização no Brasil, Decker disse ter sido sincero ao ser convidado para presidente o UFC Brasil. “Quando o UFC veio falar comigo, disse que não olhava todas as lutas, somente aquelas televisionadas. Mas a primeira coisa que eu fiz depois foi um grande estudo de quem era quem no MMA. Depois de sete meses, posso dizer que conheço já alguma coisa”, disse Decker. Ele foi o primeiro presidente brasileiro da Asics, terceira maior marca de calçados do mundo.

Outra ambição de Decker à frente do UFC é criar um centro de ciência para os atletas da modalidade MMA.

“Dos 42 eventos do UFC em 2015, 18% tiveram alteração no main event e co-main event [lutas principais] porque alguns atletas acabaram se machucando. A gente precisa trazer um centro de ciência, ver como estão fisicamente os atletas durante o camp de treinamento.”

Retorno de Anderson Silva

Questionado sobre o retorno de Anderson Silva ao UFC, Decker afirmou que o lutador, suspenso este ano pela Comissão Atlética do Estado de Nevada culpado por doping, pode retornar em fevereiro ou março deste ano.

“Tem um momento de discussões internas dentro da companhia. Fevereiro ou março. Pelo que vejo, ele está em forma, um dos dois meses que a gente escolher, ele deve voltar.”

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O presidente do UFC Brasil, Giovani Decker, fala durante o Congresso CJE Superação pelo Conhecimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Brasil no TUF dos EUA

Único campeão brasileiro do reality show The Ultimate Fighter do UFC nos Estados Unidos, Diego Brandão contou sua história para a plateia do congresso na Fiesp. O cearense radicado em Manaus contou como deixou de ganhar R$ 60 por semana como servente de pedreiro no Brasil para se tornar lutador profissional do UFC.

DB, como é chamado no UFC, foi para o Estados Unidos pela primeira em 2010, dar aulas de jiu-jitsu. Para iniciar sua carreira nos EUA, ele contou com a ajuda de Ivan Jatobá, fundador da New Idea Sports & Marketing, que assessora atletas de MMA e futebol no Brasil.

“Nos EUA eu fiz um pouco dinheiro e consegui mandar para a minha família. Quando tive a oportunidade de participar do TUF, tinha US$ 800 na conta e paguei US$ 600 na passagem para Nova York. Fui apenas com a intenção de entrar no reality show”, lembra Diego Brandão.

Ele contou ainda parte das reviravoltas que sofreu até vencer o TUF dos EUA. Lembrou da morte do pai em Manaus, dos momentos de dificuldade da família.

“Ganhava R$ 60 por semana para pagar aluguel, água, luz e dar de comer à minha filha. E lá nos Estados Unidos, os caras me viam comendo McDonalds e diziam que eu era maluco, porque a gente tinha que perder peso [para as lutas]. E eu comia McDonalds por US$1 e eles achavam que eu não iria bater o peso. Eu pensava: ´os caras não têm noção de onde eu vim’.”

No TUF dos EUA, Diego venceu todos os seus adversários por nocaute. Apesar disso, ele afirma que uma de suas lutas mais difíceis foi a final do reality, contra Dennis Bermudez, em Las Vegas.

“Hoje em dia, os fãs querem essa luta contra ele novamente. Eu estou aqui esperando”, finalizou.

Aos empreendedores que participaram do congresso na Fiesp, o lutador deu um conselho: “Todo mundo tem problema. Mas o que tiver para resolver hoje, resolva. Assim você vai eliminando e quebrando as barreiras dia a dia”.