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Às vésperas da Copa, 44% das empresas paulistas não têm planejamento de operações

Segundo pesquisa da Fiesp, até agora somente 10,7% devem trabalhar normalmente durante os jogos do Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apenas 10,7% das empresas paulistas não devem suspender suas operações durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo, enquanto 8,5% das indústrias devem parar e não compensar as horas paradas. Mas o indicador que mais chama atenção é que, a menos de um mês para o início do torneio, 44% das empresas do Estado de São Paulo ainda não possuem planejamento para suas operações durante a Copa do Mundo, que acontece de 12/06 a 13/07.

Os números são da pesquisa realizada pela Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Grande número das empresas não sabe o que vai fazer e mesmo aquelas que vão fazer algum coisa estão repetindo coisas que fizeram em Copas anteriores, porque elas não têm informação de quais seriam as medidas adotadas no Brasil para sediar a Copa”, explicou Paulo Francini, diretor do Depecon.

A pesquisa da Fiesp ouviu 587 empresas no estado de São Paulo, sendo 55,4% micro e pequenas (até 99 empregados); 33,7% médias (de 100 a 499 empregados); e 10,9% de grande porte (500 ou mais empregados). Do total, apenas 32,9% deve parar durante os jogos do Brasil e compensarão essas horas em outros dias.

Francini acredita que, a menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, seria interessante que os empresários já tivessem informações sobre as datas em que haverá feriado municipal em dias de jogo do Brasil, dispensas antecipadas do expediente e até vias que possam vir a ser interditadas em função dos jogos.

“É razoável que as empresas tenham conhecimento para se organizarem”, alertou.

Sem plano, independente do porte

Segundo a pesquisa, o percentual de empresas que ainda não sabe como vai operar durante a Copa é grande, independentemente de seu porte.

Entre as indústrias de pequeno porte, 45,8% ainda não possuem planejamento, enquanto 42,9% das médias e 37,5% das grandes também não se organizaram. O levantamento ainda apurou que 66,8% das empresas consultadas que possuem planejamento afirmaram que a Copa do Mundo no Brasil não teve influência em seu planejamento deste ano.

A pesquisa indicou, no entanto, que 12,7% das companhias ouvidas afirmaram que, como estão localizadas na cidade de São Paulo, devem parar nos dias de jogos realizados na cidade; e 12,4% disseram que a empresa normalmente não para durante os jogos, mas este ano deve parar.

Impacto financeiro

No que diz respeito às consequências sobre os custos, causado pela paralisação da produção durante a Copa, 52,3% das empresas esperam que o reflexo seja pequeno; 27,1% esperam um grande impacto; e 12,4% esperam que não haja impacto.

Tendo em vista o impacto sobre o faturamento das companhias, 44.7% das empresas consultadas esperam que o reflexo seja pequeno e negativo, enquanto 27,3% imaginam que seja negativo e 13,7% estimam que não haverá impacto.

Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui.