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Argentina ameaça com protecionismo a indústria de alimentos do Brasil

Brasil e Argentina são parceiros estratégicos na América do Sul e suas relações comerciais devem respeitar um clima bilateral harmônico, diz Paulo Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tem acompanhado, com cabível preocupação, os sinais sobre a intenção do governo da Argentina em restringir importações de alimentos produzidos no Brasil.

Nos últimos dias, a imprensa dos dois países tem divulgado, de maneira ampla, a intenção da Secretaria de Comércio Interior da Argentina de proibir as importações de alimentos processados que tenham fabricação similar local, sob a alegação de proteger a sua indústria.

Há fortes indícios de que essa notícia já começou a surtir efeitos, obstruindo o ingresso de produtos brasileiros no mercado argentino e, assim, prejudicando nossas empresas e trabalhadores.

Causam preocupação também a falta de transparência e as feições discriminatórias na forma como a medida está sendo disseminada. A orientação do órgão público argentino teria sido comunicada, informalmente, aos importadores daquele país sem a devida publicação oficial.

Ademais, a interferência do governo nas compras privadas, beneficiando a produção local em detrimento das importações, configura protecionismo arbitrário e viola o princípio do tratamento nacional.

A medida pretendida contraria os permanentes esforços para a construção de um diálogo positivo nas relações bilaterais entre Brasil e Argentina, conforme acordado por seus presidentes em recente encontro ocorrido em novembro do ano passado.

Neste contexto, a Fiesp posiciona-se contra a utilização de medidas protecionistas arbitrárias e defende o comércio justo e leal. Segundo Paulo Skaf, presidente da entidade, “Argentina e Brasil são parceiros estratégicos no continente sul-americano e, portanto, suas relações comerciais devem respeitar um clima bilateral harmônico. Esperamos que não se concretize essa intenção do governo argentino que, até o momento, embora ainda não oficializada, já está causando prejuízos”.