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Competidores do Hackathon abriram mão do sono para criar aplicativos

Na maratona de desenvolvimento de aplicativos, maioria dos participantes teve pouco tempo para descansar em barracas oferecidas pela organização

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O pouco tempo de sono não afetou os participantes da maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida nos dias 26 e 27 de abril pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp. O que se via na manhã deste domingo (27/04) eram sinais de disposição e rostos animados. De repente, uma prova de que quem trabalha com vontade é mais feliz.

Na competição, aberta na manhã desta sábado (26/04) e finalizada às 13h30 deste domingo (27/04), programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar aplicativos com soluções para segurança, saúde e educação. Foi uma jornada que varou a madrugada, com direito a barracas para quem quisesse dormir na Fiesp, opção feita por 91 entre os 160 competidores. Detalhe: todos puderam levar os acessórios para casa depois.

Osvaldo, ao centro, de branco, e equipe: networking e muita animação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Osvaldo, ao centro, de branco, e equipe: networking e muita animação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mesmo tendo dormido “umas três horas” numa dessas barracas ao longo das 28 horas de Hackathon, o economista Osvaldo Dalla Coleta, de 70 anos, não aparentava qualquer sinal de desespero por um pouco de sono na cerimônia de encerramento da competição. Na disputa, ele integrou a equipe Hockseg, de desenvolvimento de um aplicativo de segurança que aponta pontos de maior perigo nos bairros das grandes cidades. “Ninguém fez mais networking do que ele aqui”, disse Ricardo Damaceno, companheiro de grupo de Coleta. “Gostei de tudo, ótimo o ambiente do evento”, afirmou Coleta, por sinal o mais velho entre os competidores inscritos.

Gabriel, de azul, à direita: “Adorei as palestras também”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gabriel, de azul, à direita: “Adorei as palestras também”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O clima propício à troca de contatos também foi destacado por Gabriel Ribeiro, de 30 anos, integrante da equipe Guenki Saúde, que competiu com um aplicativo que indica onde há menos fila para o atendimento nos pronto-socorros. Ele era outro que não entregava o cansaço depois de uma noite em claro. “O Hackathon foi ótimo para conhecer pessoas, adorei as palestras também”, contou.

Fora de casa

Entre sorrisos, os estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Henrique Guarnieri, de 20 anos, Lucas Pereira, de 23, e Rafael Kyoto, contaram que, na equipe Saúde em Dia, a deles, “ninguém dormiu”. Junto com outros dois participantes, eles criaram um app que ajuda os pais a controlar as vacinas dos filhos. “Foi um desafio”, disse Guarnieri. “Mas os mentores foram muito bons, ajudaram”.

“Recebemos todo o suporte”, completou Pereira. “Às 6h estava todo mundo acordado, no maior movimento. Fomos muito bem recebidos pela Fiesp, achei excelente o nível do Hackathon”, disse Kyoto. E isso não foi tudo: “Agora que tenho a minha barraca, já posso morar fora de casa”, brincou.

Guarnieri: barraca foi apenas ponto de apoio em noite de criação e trabalho. Foto: Luis Gustavo

Guarnieri: barraca foi apenas ponto de apoio em noite de criação e trabalho. Foto: Luis Gustavo