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Além do alto custo, setor logístico brasileiro tem baixa eficiência

Multimodalidade e cadeia de suprimento foram tema de discussão de painel do LETS, nesta quarta-feira (21/05)

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Celso Queiroz, diretor superintendente da MTO Logística Multimodal. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Especialistas em mobilidade reuniram-se na tarde desta quarta-feira (21/05), durante o painel “Multimodalidade e cadeia de suprimento”, parte da programação da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Hotel Unique, em São Paulo.

O debate entre eles girou em torno dos atuais desafios do setor e a necessidade de investimento em intermodais.

Para Celso Queiroz, diretor superintendente da MTO Logística Multimodal, o problema inicial das modalidades de transporte é o número desequilibrado de participação das matrizes de transporte. “Aqui os modais são concorrentes, ao invés de complementares”, constatou.

Na avaliação dele, a matriz brasileira de transporte e a infraestrutura são “horríveis”.

Além disso, a burocracia, gargalos, falta de políticas públicas e conflitos de interesses entre operadoras e governos são pontos que prejudicam a adoção de multimodais no Brasil.

Entretanto, para Queiroz, esses problemas devem ser encarados como oportunidades de crescimento. “A multimodalidade é uma oportunidade e indutor de transporte entre os modais, mas não está na pauta do governo. Precisamos de uma nova ordem logística, que inove e utiliza o multimodal como forma de baratear os custos do setor”.

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Paulo Fleury, diretor-executivo do Instituto de Logístico e Supply Chain. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo Paulo Fleury, diretor-executivo do Instituto de Logístico e Supply Chain, a multimodalidade no transporte de mercadorias e cargas passou a ser pensada em fins da década de 1990.

Além da demora em pensar nessa forma integradora de mobilidade, as empresas operadoras enfrentaram muitas questões e dificuldades burocráticas. “Hoje, apenas 400 empresas têm certificado para operar em multimodal”, informou.

Para Fleury, o governo ainda não foi capaz de regular o intermodal, prejudicando o uso também de ferrovias.

Na visão de André Prado, da Atlas Transportes e Logística, a intermodalidade é requisito para a competitividade de um país. “Países em desenvolvimento têm dificuldade de adotar o modelo, e, se o governo não colaborar, não haverá transição de modelos”.

Para Anselmo Riso, diretor de Comércio Exterior do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) na regional Campinas, “a velocidade na circulação, valoriza o uso de cada modal, reduz custos, minimiza perdas e contribui para elevar a produtividade”.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets